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Bullying, corresponsabilidades

Quando me dispus participar da blogagem coletiva  criada por Karla do blog Misturação sobre o bullying, não sabia ao certo de que forma abordá-lo, pois alguns autores têm escrito sobre esta temática.  Então, considerei como ponto de partida a premissa na qual me baseio para atender as famílias que me procuram para tratamento e/ou orientação ou seja, a família constrói a atmosfera do lar através das interações relacionais e este é o modelo que o indivíduo leva para todos os demais contextos (escola, clube, internet, entre outros). É nesse contexto que a criança constrói a sua auto-estima e se socializa.

Bullying é nome que se dá ao tipo de comportamento universal de violência, que está relacionado a uma forma de afirmação de poder através de atitudes onde a agressividade é intencional e repetitiva.  

Normalmente, crianças até os 3 anos expressam comportamentos considerados agressivos (empurrar, morder, arranhar, etc.), tendo em vista que ainda não aprenderam a controlar os sentimentos de desagrado. Outro aspecto é a necessidade de chamar a atenção.  Este aprendizado é dado pelos pais ou substitutos  e educadores que são os responsáveis em dar limites e interferir nas diversas situações.

A manutenção do hábito agressivo é realizada, algumas vezes, pelos pais.  Eles não percebem que algumas atitudes, como por exemplo, o bebê bater no rosto dos pais, não podem ser encaradas com engraçadas, pois a criança entende como aprovação.

Atitudes simples (conter a mão da criança, dar explicações sobre conseqüências da ação, demarcar o desagrado com pequenos castigos e outras) constroem limites para a criança. Portanto, é de bebê que se ensina a contenção dos ímpetos agressivos.

Quando isto não acontece este comportamento tende a continuar na sociedade, levando a rejeição de um lado e a junção entre os grupos em que impera a violência.

Um agravante para a construção da agressão entre os jovens é a família cuja forma de comunicação é realizada através da agressividade constante e com pais sem condições de serem o porto seguro para seus filhos, inclusive por divergência de opiniões sobre a educação.

Família e sociedade influenciam-se mutuamente.  Portanto cabe a cada um de nós fazer sua parte, buscando uma postura na qual a gentileza, o respeito e o amor sejam  o  tripé para tempos melhores.

 

Fontes

WATZLAWICK, P. et al. Pragmática da comunicação humana. São Paulo: Cultrix, 1973

LOPES NETO, A.A. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria Online. Vol. 81, nº 5 (supl.), p. 164-172, 2005.

 

 

 

 

 

 

 

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