Nosso corpo mostra em seus contornos e trejeitos a tela que pintamos nossa vida. Diante desta tela, vemos os pontos fortes e fracos da nossa personalidade. Por outro lado, atraímos e expulsamos através dos espaços delimitados a outros corpos.
Nosso corpo nos revela o bem e o mal que nos chega à alma. Ele projeta o inconsciente. Sua comunicação se faz através de sensações ora agradáveis, ora doloridas. Todos os nossos sentimentos, afetos e emoções tomam conta das nossas células.
Quando não consequimos expressar nossas emoções e administrar nossos conflitos internos, armazemos tensões em nosso corpo, e surgem sintomas comunicando- nos que algo vai mal. O corpo entra em sofrimento com feridas, dores, descontroles e descompensações orgânicas. Há o desequilíbrio do corpo e da mente , dando origem as doenças psicossomáticas, e o indivíduo não consegue compreender os sofrimentos que vivencia.
Estudos já comprovaram que as células sofrem um controle contínuo por nosso Sistema de Defesa Imunológico que parece estar ligado às emoções e sentimentos. Assim, o que escondemos de nós mesmos a doença expressa nos leva ndo a ter de lidar e resolver o que nos tolhe de sermos o que desejamos ser. Este é o caminho metafórico do corpo sinalizando que algo precisa ser feito.
Para ilustração dessa temática escolhi um trecho de uma leitura que fiz “A Distãncia entre nós” de Thrity Umrigar.p.110
“O pensamento é imediatamente acompanhado por uma dor surda debaixo do ombro.É uma dor que não existe, sabe disso, uma dor psicossamática mas mesmo assim sente doer (…) Já tinham se passado muitos anos desde o golpe que fez seu braço inchar e doer durante muitos dias.
Por outro lado, quem sabe?- talvez o corpo tenha a sua própria memória, como as linhas invisíveis dos meridianos de que os acumputuristas chineses sempre falam. Talvez o corpo não perca, talvez cada célula, cada músculo e cada fragmento do osso se lembre de cada golpe, de cada ataque sofrido. Talvez a dor da memória esteja codificada na nossa medula, e cada sofrimento rememorado naveque no nossa corrente sanquinia como um eixo duro e negro.
Afinal, o corpo, como Deus, anda por caminhos misteriosos.”
O que você pensa sobre isto? Você sabe reconhecer os sofrimentos que está vivenciando para além do seu corpo?


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