Sobre limpeza/solidão

A invisibilidade da limpeza é uma crônica de Fabrício Carpinejar ( 1972 ), nasceu no Rio Grande do Sul, é poeta, jornalista e professor universitário, tem diversos livros publicados. Fonte

Achei esta crônica interessante ao associar a limpeza da casa a solidão. ” A solidão é como limpar a casa: ninguém percebe, por mais que tenhamos a vontade imperiosa de apresentar o que fizemos. “

Alguns fragmentos desta crônica: Fonte

“Limpar a casa é ser invisível, é um contentamento muito particular, como a nossa solidão “

“A faxina é a aceitação do tempo que temos que guardar para nós. É uma aula sobre amadurecimento. Transformamos a nossa personalidade não para agradar alguém, e sim porque sentimos vontade de melhorar. Mudanças silenciosas, porém necessárias.”

‘Nem tudo será reconhecido. Mesmo assim, faremos por conta própria, para a nossa satisfação.’

‘Há alegrias que são unicamente nossas. Não dependemos dos outros.”

Como se percebe diante destas afirmações do escritor?

Grata por sua visita. Sua presença e comentários fazem a grande diferença neste espaço.

Norma Emiliano

Comments

  • rudynalva
    Responder

    Norma!
    Carpinejar é tão certeiro em sua análises e paralelos que faz.
    cheirinhos
    Rudy

  • Fá menor
    Responder

    Muito bom.
    Também gostei das outras crónicas na fonte que mostrou.
    Bjs.

  • Ane
    Responder

    Oi Norma! Eu amo limpar a casa, arrumar, deixar brilhando. Parece que estou me faxinando também e me sinto muito bem quando termino e vejo tudo limpo e cheiroso .Antigamente encerávamos o chão com cera e enceradeira…que trabalho que dava! No fim do dia estava moída de cansaço mas valia a pena pela satisfação que me dava. Beijos!

  • toninhobira
    Responder

    Bonita e profunda crônica desta faxina que no espirito é a mais perfeita assepsia para se sentir bem consigo. Analogia cabível e entendível.
    Bela partilha Norma, gosto das coisas dele.
    Bom fim de noite na paz, para um feliz fim de semana.
    E vacinada vem uma esperança apalpável para seguir.
    Beijo amiga.

  • Marilene Duarte
    Responder

    Tanto a casa limpa quanto a solidão são perceptíveis aos olhos dos que convivem conosco. Solidão é sentimento que ignora multidões. O escritor é magnífico em suas colocações. Bjs.

  • Maria claudete f.h.batista
    Responder

    Excelente o texto, e faxina da casa se assemelha nesse contexto à da alma , com uma sutil diferença: os que nos amam de verdade vão perceber a diferença…tudo que acontece no âmago sempre é perceptível aos olhos amados.bjs

  • Ailime
    Responder

    Boa tarde Norma,
    Muito interessante essa analogia.
    Fabrício tem razão.
    Uma e outra só quem faz ou sofre dela(solidão) é que entende.
    A faxina acho que é mesmo uma questão de amor próprio rsssss.
    Beijinhos,
    Ailime

  • verena
    Responder

    Que texto perfeito e tão verdadeiro.
    “Há alegrias que são unicamente nossas”
    Lindo dia para você.
    Beijinhos
    Verena.

  • chica
    Responder

    Norma, Fabricio é maravilhoso. Além de tudo, simples, acessível esse gaucho… E ele tem razão.A limpeza mais vale pra nós que a fazemos.Só npós a valorizamos tanto.Outros QUANDO percebem, apenas desfruram dela. beijos, lindo dia! chica

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