Serie Como me reconheço – 6

Com alegria a nossa participante de hoje é a Débora Acácio, do blog  deboraacacio que nos chega através da amiga Rosélia, sendo muito bem- vinda com seu expressivo poema.

si-mesmo (1)

Como me reconheço..

Nunca me vejo pois sempre me procuro..
Me busco em qualquer espaço
As vezes descartando os meus cacos
Outras colando, catando meus pedaços
Numa tentativa dantesca de me re-compor
*
 Me reconheço
desatando os nós
De outros laços no meu emaranhado
Na eterna busca
do ser integral, no interior do meu interior
Chorando ou sorrindo
Vou diariamente me re-construindo
Por vezes me desconheço
*
Me reconheço
na metade dos meus pais
porque a outra metade são meus filhos
E tudo mais que amo
Metade de mim é um oceano de profundo amor
Mas frações de uma outra metade
Na desilusão desertificada é dissabor
*
Me reconheço
Em meu riso, solto e largo
na retina do olhar de um amigo
Em meu choro, compartilhando
A dor de um ombro amigo
Me reconheço nas músicas leves,
de melodias e composições suaves
de frases quase angelicais
Débora Acácio
Bjs
images (1)
No entrelaço das amizades, Débora chega e poetiza, lapidando-se fala de si, do outro, da vida, enfim da construção continuada de SER. Grata recente amiga por sua chegada e por sua participação.

‘Simplicidade é isso: Quando o coração busca uma coisa só.
Concerto para Corpo e Alma’  Rubem Alves

Grata por sua visita 
Norma Emiliano

Comments

  • chica
    Responder

    Que beleza ver o desnudamento da Débora tão poeticamente apresentado aqui! Lindo e desde o verso inicial já deu para perceber a profundidade:NUNCA ME VEJO,SEMPRE ME PROCURO…

    Adorei! Parabéns à Debora e beijos às duas,chica

  • Roselia Bezerra
    Responder

    Bom dia, queridas amigas Norma e Debby!
    Não calculam o tamanho da minha alegria ao chegar aqui e ver nós três juntas…
    Sim, porque aqui nessa série, não se trata de mais um que chega… e sim, mais amigos a somarem o melhor de si. É um encontro de almas!
    Debby me fez uma grande surpresa ao ter voltado com força total e mostrado mais uma vez seu imenso potencial em prosa e verso.
    Norma, muito obrigada por referenciar a origem da chegada tão bem-vinda. Nem precisava mais.
    A imagem do esculpidor está belíssima!
    Fico tão tocada por imagens que não podem calcular… Gosto de viajar por elas…
    Foi o que você fez, Debby…
    Eu também cato pedaços de mim e me sinto inteira pois Deus nos restaura, amiga.

    “Metade de mim é um oceano de profundo amor.”

    Lindíssimo descrever-se, minha amiga.
    Total empatia com seu modo de ser!

    Gostei muito da sua série, querida Norma, até aqui foram participações muito sensíveis e sincera. Começou muito bem o ano, querida. Parabéns pelo sucesso!

    Tenhamos um dia de paz e alegria embalados pelo Amor!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

  • Valéria Varella
    Responder

    Bom dia a todos!
    Lindos versos para esse poético descortinar-se! Me vi um pouco nessa imersão da Débora( tenho uma filha com esse nome) e pareço conhecê-la embora não a tenha visto. Beijinhos

  • Celina Pereira
    Responder

    Débora,
    esta série está trazendo também uma nova amiga.
    Prazer em conhecê-la, já mostrando seu sentir com tanta intensidade.
    Me identifico com os versos em que diz: “Me reconheço
    na metade dos meus pais
    porque a outra metade são meus filhos …)
    Bjs a você, autora do texto,e à Norma, criadora desta série.

  • Ailime
    Responder

    Boa tarde Norma,
    Adorei o poema de Débora em que ela se revela tal como é com seus sentimentos que revelam uma alma numa incessante busca.
    Muito bom mesmo.
    Beijinhos para ambas.
    Ailime

  • debbyacacio
    Responder

    Oi gente
    Obrigada … pelo carinho e acolhida…
    As novas e não tão novas amizades kkkkkk
    Chica e Rosélia que o digam…
    Gratidão a vocês. Por me ajudarem sempre nesse processo meu de eterna construção
    Debby 🙂

  • toninhobira
    Responder

    Boa noite Norma e Débora e seja bem vinda Débora nesta maravilhosa página, onde sempre encontramos algo de aplicação em nossa vida. Aqui uma bela revelação com poesia, o que me deixa mais encantado. Ver quem se define em construção é maravilhoso, pois assim estamos neste plano da vida na tal incompletude. Parabéns Débora por nos permitir lhe conhecer um pouco mais nesta grande família.
    A ilustração ficou perfeita.
    Com carinho meu abraço a vocês.
    Bjus.

  • Norma Emiliano
    Responder

    Mais um dia caminhamos nesta série que tem nos proporcionado conhecer um pouco mais, ou reafirmar o que já havíamos percebido, de cada um que aceitou meu desafio. Desnudar a alma, confrontar-se no espelho é encarar corajosamente a nossa missão maior na vida que é evoluirmos.como humanos, que somos, pensante e emocional.
    Agradeço a Débora por sua participação no desejo de que tenha se sentido “em casa” pela acolhida de todos que já se encontram nesta rede de afeto há um bom tempo.
    Gratidão a todos que têm participado com seus comentários deixando-me feliz por suas presenças.

  • maria claudete ferreira herculano batista
    Responder

    boa noite Débora , linda forma como você se reconhece , esse procurar os “cacos” e reconstruí-los de forma sábia significa crescer e amadurecer com as situações , isso é divino faz parte do renovar proposto .Parabéns a Norma que nos permite conhecer o outro que se desnuda e nos ensina,

Sua visita e comentários são muito significativos. Volte sempre.

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