Iniciamos o mês de maio  com o comércio lançado seu foco para o dia da MÃES.  Neste espaço posso trazer o real sentido desta data que se aproxima, ressaltando esta personagem  que no  nosso cotidiano teçe fios  que formam a malha familiar.  Nesta intenção,  encontrei o texto “Alta costura” que traz, em palavras,  imagens que constroem uma tela em que me insiro.

 

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Anna Anker

 

No tecido da história familiar, as mãos de minha mãe reforçaram as costuras para nos protegerem de qualquer empurrão da vida …
As mãos de minha mãe uniram com um alinhavo as partes do molde sem esquecer que cada uma é diferente da outra e que juntas fazem um todo como a família …

As mãos de minha mãe fizeram bainhas para que pudessemos crescer para que não nos ficassem curtos os ideais …
As mãos de minha mãe remendaram os estragos para voltarmos a usar o coração … sem fiapos de ressentimentos …
As mãos de minha mãe juntaram retalhos para que tivessemos uma manta única que nos cobrisse …

As mãos de minha mãe seguraram presilhas e botões para que estivessemos unidos e não perdêssemos a esperança …
As mãos de minha mãe aplicaram elásticos para nos podermos adaptar folgadamente às mudanças exigidas pelos anos …

As mãos de minha mãe bordaram maravilhas para que a vida nos surpreendesse com as suas contínuas dádivas de beleza …
As mãos de minha mãe coseram bolsos para guardar neles as moedas valiosas das melhores recordações e da minha identidade …

As mãos de minha mãe, quando estavam quietas… zelavam os meus sonhos para que alimentassem os meus ideais com o pó das suas estrelas …
As mãos de minha mãe seguraram-me com linhas mágicas, quando entrava na vida … para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe nunca abandonaram o seu trabalho… E sei muito bem que hoje, onde estiverem, fazem orações por mim … E eu … Eu beijo-as como se recebesse bençãos!”

Autor desconhecido