“Guardados do coração”

 

A leitura nos transporta no tempo e no espaço.

 

“… Ás vezes acredito que quando as pessoas me ouvem, descobrem as suas árvores- suas árvores do coração”

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Francisco Gregário Filho é escritor, contador de histórias. Rememora os relatos de seus ancestrais e promove autores e obras (clássicos universais e causos regionais), assim instiga reflexões, reativação de ideias e transmissão de experiências.

Em seu livro “Guardados do Coração’, apresenta vários contos que são referências de sua relação com seus avós. Chamou-me especialmente a atenção, Arvorããão, no qual associa a árvore jaca a vivências com seu avô, com quem aprendeu a plantar mudas de jaqueira e a apurar a sua calda para fazer o licor alcoólico, servido em datas especiais. Desta forma, ao falar! árvore” seu coração fala de Jaqueira.

Através das histórias contadas de árvores por seu avô, passa a personificá-las e a dar sentido a elas (árvores do coração). Neste sentido, transporto- me a minha própria história, confirmando a sua crença de que as pessoas ao ler ou ouvir seu relato descobrem a sua própria árvore. Percebo que a minha árvore é a goiabeira, que plantada no quintal da minha casa da infância, era fonte de brincadeiras e de doces preparados carinhosamente por minha avó paterna (Maria).

E você, possui uma árvore do coração?

Guardados do Coração.Avô + Avó = A Voz  – Espírito Santo, Semente editatorial, 2018

Grata por sua visita

Norma

Comments

  • Roselia Bezerra
    Responder

    Bom dia, querida amiga Norma!
    Não era o meu pé de laranja lima, mas era também uma goiabeira de frutas vermelhas. Talvez seja por isso que goste tanto dessa fruta, querida.
    O valor afetivo de certas coisas, para mim, independe de tudo…
    Muito bonito post de carinho aos valores da vida.
    Felicidades e bênçãos para você!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

  • chica
    Responder

    Lindo,Norma…A minha era um mamoeiro onde, sobre um muro que separava as casas e galinheiros de minha tia daquele da minha da avó…Lá ficava, com canudos de mamoeiro a fazer bolhas de sabão e…a assustar as pobres galinhas que ficavam no galinheiro abaixo,rs… bjs, lindo fds! chica

  • Majo Dutra
    Responder

    Tenho uma árvore do coração, era uma vetusta, enorme e frondosa alfarrobeira, debaixo da sua copa, em sombra muito fresca, eu armava a ‘minha casinha’ sobre uma manta artesanal… Foi o meu lugar favorito de leitura…
    A sua postagem ficou muito interessante, Norma.
    Terno abraço.
    ~~~

  • toninhobira
    Responder

    Bela indicação de leitura e espaço para reflexão na arvore de nossa vida. Engraçado isso como certas coisas passam a fazer parte da vida e de como elas embrenham por todo nosso ser. Eu diria de uma mangueira que ainda hoje permanece no quintal de minha casa, onde fiz meu primeiro balanço, minhas primeiras escaladas para tirar o fruto. Muito se falou em erradica-la visto que se espalhou para o vizinho e telhado de um puxado da própria casa causando transtornos com quebra de telhas e eu sempre arrumo uma maneira menos radical para salvar a arvore de minha vida.
    Gostei da postagem.
    Beijo

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