Ebulição familiar

O Natal dos coopers

 

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Filme lançado no final de 2015, sob a direção de Jessie Nelson,  despertou me  interesse por caracterizar, de forma bem contundente, como as reuniões natalinas, que unem os membros familiares em torno do preceito da paz, trazem a tona várias questões que no cotidiano provocam vários sentimentos e se transformam em sintomas  pela ausência da reorganização do sistema familiar diante das etapas do ciclo vital.

Sinopse

“Todos os anos, a família Cooper se reúne na casa dos patriarcas Sam e Charlotte para celebrarem o Natal. Mas o que todos não sabem é os dois estão prestes a se separar após 40 anos de casamento. Os filhos deles também passam por momentos difíceis. Hank está desempregado e Eleanor é amante de um médico casado. A invejosa irmã de Charlotte, Emma, não consegue lidar com a solidão, enquanto o pai delas, Bucky, está cada vez mais próximo da garçonete do restaurante que frequenta.” Fonte

A família pensada como um sistema tem em sua estrutura de exigências funcionais que organizam como os membros interagem, ou seja  as  interações familiares se fazem como uma dança entre seus membros, (transações operacionais) Essas transações repetidas estabelecem padrões de como, quando e com quem se relacionar, reforçando o sistema. (Minuchin, 1982).

Algumas famílias têm  dificuldades de  se adaptar as mudanças ocorridas na estrutura e paralisam no tempo, gerando a disfunção familiar. No filme aqui citado, encontram-se vários exemplos que se expressam como sintomas, inclusive o casal que não consegue superar o “ninho vazio” saída dos filhos de casa, além dos diversos outros problemas entre os demais membros em seu processo de individuação-separação (seguir a vida por si mesmo). Neste sentido os modos de interação entre seus membros vão-se cristalizando, quer na forma de distanciamento, ou de excessiva interferência na vida uns dos outros, formando alianças entre alguns membros.

Norma Emiliano

Referência

MINUCHIN, S. Famílias: Funcionamento e Tratamento. Trad. J.A. Cunha. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 1982. 

Comments

  • chica
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    Deve ser mesmo bem legal i e interessante esse filme.,..Nas reuniões familiares, podemos ver muitas coisas! beijos, lindo fds! chica

  • toninhobira
    Responder

    Pela sinopse Norma é um filme bem interessante porque todas as famílias passam por este processo ao longo dos anos onde cada um vai criando seu mundo sua vida e a tolerância se desencontra. Uma situação critica de uma família.
    Valeu a dica.
    Bjs de boa semana de Primavera com flores nos caminhos.

  • taislc
    Responder

    Pegarei esse filme para ver, Norma, são assuntos que me interessam muito. Você não viu o filme “Parente Serpente”? É muito parecido, todos se encontram no natal, começam muito dóceis e de repente o clima entre eles vai esquentando como sempre, todos os anos. E no fim acontece algo tenebroso para nunca mais se encontrarem!
    Vou pegar tua dica, se você quiser pegar a minha, também vai gostar… Família nem sempre dá certo… e quando não dá, saiam de baixo!
    Beijão!

  • Norma Emiliano
    Responder

    Oi Tais
    Eu vi o filme citado, inclusive ele foi fruto de estudos por profissional de Terapia de família e Serviço Social, justamente por mostrar características bem marcantes da dinâmica familiar. bjs,

Sua visita e comentários são muito significativos. Volte sempre.

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