Dependência química, o que fazer?

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Fonte Google imagem

É comum a preocupação dos pais com a influência do álcool e das drogas sobre o desenvolvimento dos seus filhos. O uso das drogas é uma realidade dura e difícil de ser confrontada. Mas elas estão cada dia mais acessíveis e disponíveis às crianças e adolescentes. Contudo, a disponibilidade não é a maior questão, mas sim o desejo.

Por que  os jovens usam  drogas? Grande  parte  da atração vem naturalmente  das questões  relativas à identidade pessoal, ao social e à amizade. Há a vontade  de  pertencer ao  grupo, de ser  aceito, de fazer  programas  sociais. A aceitação num grupo dá a sensação inicial de intimidade. Por outro lado, sob o efeito das drogas eles se sentem mais espontâneos. Apesar de ser uma forma real de intimidade, os seus meios são artificiais. Entretanto, essa idéia é difícil de ser  compreendida pela  maioria  deles. Além  disso, eles ficam  menos autoconscientes  favorecendo que algumas dificuldades pessoais, familiares e  desafios do  crescimento sejam encobertos. Muitos deles  afirmam  que a droga os ajuda  a  lidar  com  a raiva, o  tédio, a  ansiedade e  as  pressões. O inicio da puberdade e de suas correspondentes mudanças físicas e cognitivas provocam grande instabilidade. Além disso, soma-se a esses fatores a necessidade de distanciarem-se dos pais. Na busca da autonomia pessoal, confrontam-se com os valores paternos.

Em meio a esse contexto, nem todo jovem que faz uso de drogas  e  álcool se torna dependente, mas  esse  uso acaba aumentando os riscos pessoais, como por exemplo, os acidentes automobilísticos. De acordo com alguns estudiosos do assunto, o uso moderado não é bom, mas não é necessariamente um sinal de crise psicológica profunda. Contudo, há pesquisas que mostram que o uso menos casual de drogas e álcool pode estar disfarçando graves problemas.

Quais são os indícios do uso de drogas? Alguns comportamentos são sintomáticos: os olhos avermelhados, dificuldade de lembrar fatos recentes, sonolência, mudanças de atitudes, como irritabilidade, fadiga, deteriorização dos relacionamentos com amigos e familiares.

O papel exercido pelo ambiente e meio familiar é muito significativo, principalmente para os jovens. Assim sendo, é importante começar a refletir sobre os exemplos paternos. È importante uma definição deles próprios em relação ao álcool e drogas de forma coerente. De outra forma, são também medidas preventivas: uma família com laços afetivos profundos; conversar abertamente e sem preconceitos; dar informações sobre os perigos; saber ouvir; reconhecer a realidade do mundo adolescente; conhecer os amigos; estabelecer regras precisas, como por exemplo, horários de retorno, não usar carro quando beber, informar aonde vai, etc. e manter os corretivos, caso as regras sejam quebradas.

Apesar  de muitos  fatores contribuírem para o  desenvolvimento  da dependência química, a  organização  familiar mantém uma posição de relevância em seu desenvolvimento e prognóstico. Neste sentido, quando a situação sai do controle da família, faz-se necessário ajuda profissional.

Norma

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