“Deixe a luz do sol entrar”

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Está se aproximando o dia dos namorados e  o tema AMOR fica mais aclamado, neste sentido escolhi, inicialmente, apontar um filme  que traz uma ótima reflexão sobre o gênero feminino e o amor,  na excelente interpretação de Juliette Binoche

Sinopse.

“Artista plástica parisiense, Isabelle (Juliette Binoche) é uma mãe divorciada que está à procura do amor de sua vida na romântica capital da França e passa por poucas e boas entre encontros, casos, transas, brigas e desiluções. Amar e ser amada é complexo”. Fonte

O outdoor do filme é instigante e atraiu muitas mulheres para assistirem este filme, creio que desejosas de um final feliz: o encontro do amor ideal. Contudo, se formos analisar sob a luz da psicologia, é a busca constante da fusão entre mãe/bebe, complexidade que pode envolver a mulher em sua trajetória amorosa. A trama apresenta várias situações relacionais e muitos desencontros, tendo em vista a protagonista se lançar rapidamente às paixões.  Idealização do amor perfeito que não permite que se vivencie  plenamente o que chega.

“Sabemos que o mundo estava lá antes do bebê, mas o bebê não sabe disso, e no início tem a ilusão de que o que ele encontra foi por ele criado”.  Winnicott

Observação: Nos registros deixados pela nossa primeira infância, encontramos a base de nossa vida emocional adulta.

Na abordagem deste filme há uma intensa procura da mulher por encontrar o amor perfeito.  Em sua tese  na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa,   Ana Sofia dos Santos Velez Frazoa, O Amor e o Género: homens e mulheres amam de maneira diferente?, destaca como de um ponto de vista social, é um hábito enraizado considerar que homens e mulheres vivem os afetos de forma diferente. Assim sendo,  apresenta uma pesquisa na qual conclui que:  “a forma como as mulheres vivem atualmente a sexualidade e o amor veio trazer mudanças nos relacionamentos, logo, na forma como se vive o amor, obrigando os homens a acompanhar esta evolução (ainda que alguns por arrasto). Ora, se é possível mudar comportamentos, é porque eles não são intrínsecos, mas são adquiridos e construídos. Por isso, ainda que haja reais diferenças químicas e biológicas entre homens e mulheres, se grande parte da vivência do amor é uma construção social, o amor tem género (feminino), mas não tem sexo (já que homens e mulheres têm a capacidade de amar).”.

Portanto, esta é uma temática que incita muitas investigações e pontos de vista. Você o que pensa sobre?

Norma Emiliano

Imagem Net.

Comments

  • chica
    Responder

    Tema interessante do filme e tuas colocações bem reflexivas! Valeu! bjs, chica

  • Anete
    Responder

    O filme deve ser bem reflexivo. Gostei do título.
    Lembrei do tema: “O sol é para todos!”
    Quando há clareza, há brilho e VIDA…
    Bjs e boa quinta-feira…

  • Ailime
    Responder

    Bom dia Norma,
    Um tema muito interessante para refletir.
    Gostei imenso das suas explicações assim como do excerto da tese de Ana Sofia.
    «Por isso, ainda que haja reais diferenças químicas e biológicas entre homens e mulheres, se grande parte da vivência do amor é uma construção social, o amor tem género (feminino), mas não tem sexo (já que homens e mulheres têm a capacidade de amar).”.»
    Muito bom este ponto de vista.
    Um beijinho e bom fim de semana.
    Ailime

  • Diná Fernandes de Oliveira Souza Souza
    Responder

    Um tema bastante reflexivo, concordo com o pensamento da amiga Ailime. Diferenças existem e sempre existirão,ninguém pensa igual, cada cabeça um mundo.
    Parabéns pela partilha norma!
    Bom final semana!
    Bjss!

  • toninhobira
    Responder

    Pelo exposto creio que a trama atrai e as reflexões interessantes nesta questão sexualidade bem como se definir o amor ideal. Um filme a ser visto pela suas explicações à luz da psicologia.
    Um bela partilha Norma.
    Beijo.

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