Este texto foi organizado no ano de 2010, atendendo a solicitação da querida Ana Karla, do blog misturão.  Hoje revendo meus rascunhos, senti vontade de fazer esse post, tendo em vista que estamos em plena realização das festas juninas.

 

 

festa junina

Tela de Yole  Travassos (Festas)

 

As festas juninas são lembranças marcantes na minha trajetória de vida. Na infância e adolescência participei intensamente desses eventos, na rua do meu bairro. Os  trajes típicos (caipiras, confeccionadas pela minha avó), os ensaios e as danças de quadrilhas e a ornamentação (cortando e pregando bandeirinhas) são recordações de muita alegria.

 Na vida adulta participei da organização das festas em associação de bairro e incentivei as filhas nas festas escolares.

Enfim, falar destas festas na região sudeste do Brasil, especificamente, Rio de Janeiro e Niterói, na atualidade, reporta-me a lugares variados: Escolas, Instituições religiosas, clubes e ruas.   Em relação aos trajes, as mulheres se vestem de caipira, com saias volumosas e os homens se apresentam com chapéu de palha, calça remendada, lenço no pescoço, camisa xadrez e dente cariado, que segundo pesquisa é personagem nascido das comemorações pelo interior de São Paulo e de Minas Gerais.

 Os locais são decorados com bandeirinhas; montam-se barraquinhas com diferentes quitutes, normalmente comidas típicas, como amendoim torrado, canjica, pipoca, cocada, milho verde, pamonha, broa de fubá e batata doce. As bebidas são quentão e refrigerantes. Os pontos culminantes nas Festas Juninas são:  o casamento e a dança da quadrilha.

 As danças e alimentos típicos dessa época ainda estão por aqui, mas as fogueiras e festas de rua estão cada vez mais raras.

Norma Emiliano