Cuidar de familiares idosos…

Uma resenha

 

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Cuidar de familiares idosos com doença de Alzheimer: Uma reflexão sobre aspectos psicossociais é um artigo da Rev. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 14, n. 4, p. 777-786, out./dez. 2009 escrito por Deusivania Vieira da Silva Falcão e Júlia Sursis Nobre Ferro Bucher-Maluschke com o objetivo de realizar reflexão pautada na literatura psicogerontológica.

O artigo compõe-se de seis itens: Introdução; Principais características dos cuidadores de familiares idosos com demência; Principais motivos para o exercício do papel de cuidar de idosos familiares; A sobrecarga de papeis dos cuidadores familiares e suas consequências nas relações conjugais e intergeracionais; Breves reflexões sobre as famílias de idosos portadores da doença Alzheimer e Considerações Gerais.

Nesta resenha fixei mais atenção ao item referente as Breves reflexões sobre as famílias de idosos portadores da doença Alzheimer. Assim sendo, os autores observam que a literatura revisada destacou que os familiares dos idosos reagem de maneiras diversas diante do diagnóstico de demência. Alguns ficam chocados ao saberem a notícia, outros rejeitam e negam a ideia de que o idoso esteja doente. Muitas dessas reações estão ligadas à vivência de perda da pessoa idosa e do lugar que esta ocupa na família. O fato é que o portador de DA progressivamente assume um novo modo de ser, embora os traços físicos permaneçam.  Por outro lado, também citam que a maneira como o sistema familiar e seus membros lidam com a situação vivenciada pelos idosos com DA entrelaça-se às relações interpessoais, transgeracionais e de parentesco desenvolvidas ao longo dos anos.

Outro ponto importante sinalizado pelos autores através de Brody (1989) em relação à questão de quem faz o quê e porquê diante do cuidado com portadores de DA, é que de 45% a 60% dos cuidadores primários queixam-se de que seus irmãos não ajudavam quanto deveriam. Esses dados mostram s dificuldade de se dividir tarefas.

Concluem, a partir dos dados levantados, que esse contexto necessita do apoio prestado pelos programas interdisciplinares voltados não apenas para os idosos com Alzheimer, mas também para os familiares.

Em relação ao tratamento observam que as intervenções aos portadores da Doença de Alzheimer destinam-se a manter as capacidades preservadas do indivíduo, buscando alcançar a melhor situação funcional possível em cada estágio da enfermidade.O tratamento é realizado com o uso de agentes farmacológicos e de intervenções psicossociais direcionadas aos portadores, familiares e cuidadores. Aliados ao uso dos medicamentos, os programas de intervenção psicossocial e educacional multi e interdisciplinares resultam na amenização de problemas na vida dessas pessoas.

Considero que os autores apontam com clareza como doença de Alzheimer configura-se como um problema que atinge especialmente a vida pessoal e familiar dos cuidadores.

 

http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2009/v7n1/a27-35.pdf

 

Comments

  • Gracita
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    Olá Norma
    Um artigo de elevada importância. Temos que conhecer mais para melhorar o nosso contributo àqueles que convivem com idosos portadores do Alzheimer
    Grande beijo amiga

  • Ailime
    Responder

    Boa noite Norma,
    Um artigo excelente sobre uma doença em progressão e que cria bastantes dificuldades para os cuidadores embora actualmente já com grandes avanços a nível de medicação.
    Há que tomar medidas para que a família seja apoiada psicologicamente, uma vez que não é nada fácil lidar com a doença.
    Aqui em Portugal quem tem possibilidades financeiras recorre a instituições, mas de qualquer forma o sofrimento persiste.
    Mas a grande maioria vive com grandes provações e sem apoios.
    Um beijinho,
    Ailime
    (Muito obrigada por divulgar no face as minhas fotos,))!!

  • taislc
    Responder

    Muito importante esse assunto, Norma, vejo que com algum progresso, nada é tão importante quanto o amor familiar para zelar, ficar ao lado e compreender a doença progressiva. Com muito amor, amiga, nada é tão triste de ver.
    Bj

  • toninhobira
    Responder

    Oi Norma, uma boa partilha esta resenha desta difícil fase de nossas vidas com surgimento deste alemão no seio da família. Minha mãe passou por este processo e sei o quanto minha irmã unica moradora perto/junto passou no cuidar. Sempre que podia ia estar com elas e via o quão é complicado esta missão. Hoje tenho colegas que assumem este cuidar, quando a família não se vê em condições de atender ao doente familiar com a devida e precisa atenção. Haja tato e amor para amenizar a vidas destas pessoas.
    Bjs.

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