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Óntem, aconteceu-me um fato aparentemente insignificante. Contudo, aqueles que frequentaram estabelecimentos comerciais, como mercearias e quitandas, onde se comprava na base da caderneta numa relação de confiança e amizade, podem captar o meu sentimento atual (irritabilidade) face aos atendimentos ao público.

 O atendimento ao público, em sua grande maioria, é realizado de forma tão desatenciosa, que o ocorrido me chamou atenção e gerou este desejo de compartilhá – lo.

Dirigi-me ao balcão de uma cafeteria e uma atendente estava servindo sanduíche a um cliente. Enquanto aguardava, vi que já havia um homem sentado, falando ao telefone. Em seguida, chegou uma moça com uma criança e, logo depois, um casal.  Quando a moça terminou o atendimento e retornou ao balcão, os pedidos começaram a ser feitos desordenadamente. Para minha surpresa, ela dirigiu-se ao senhor ao telefone e a mim, perguntando diretamente o que desejávamos. Em seguida, fez o mesmo com os demais, na ordem de chegada.

Ao terminar meu lanche, fui pagar à mesma moça, pois essa se encontrava só com as diversas funções (atendimento ao público, lavagem das louças e caixa). Nesse momento, comentei sobre sua atenção à ordem de chegada das pessoas e a sua e presteza no atendimento. Não pude deixar de parabenizá-la pela forma como desenvolve funções polivalentes e capacidade de atenção.

Norma Emiliano