Em viagem a João Pessoa participei de uma palestra sobre o Projeto Tartarugas Urbanas (PTU) através da Associação Guajiru. O objetivo desse projeto é a proteção de áreas de alimentação e reprodução de tartarugas marinhas (animais ameaçados de extinção) em praias urbanizadas de João Pessoa.
A Associação está situada em Cabedelo, no litoral norte, tem como objetivo a pesquisa, preservação e educação ambiental. Foi criada por Valdi Silva Moreira e pelo casal de biólogos Douglas Zeppelini Filho e Rita Mascarenhas. A ONG se mantém com o auxílio de voluntários e da comercialização de artesanato e camisetas.
Esta é mais uma forma de mobilização dos pessoenses em relação a ecológica.
No Mito da Caverda, Platão pensou em demonstrar a visão limitada dos homens, refere-se a realidade dividindo-a em duas partes: A primeira é o nosso mundo irreal; cheio de idéias imperfeitas (forma, cor, leis). Todas cópias da matriz, usando os nossos sentidos (visão) para nos enganar. Nós estamos presos em um mundo sensível, mas não sabemos disso. A segunda é o real.
Mito da Caverna
“Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo”
Platão.
Extraído do livro “Convite à Filosofia” de Marilena Chaui.
Maurício de Souza, cartunista brasileiro, com fama internacional, criou vários personagens. Em Sombras da Vida, historia em quadrinhos, um dos seus personagens, Piteco capta a essência de Platão.
Piotr Ilitch Tchaikovsky, compositor romântico russo, nascido em maio 1840 e faleceu aos 53 anos, em o6 de novembro de 1893. Escreveu óperas, sinfonias, concertos e obras para piano. É muito conhecido, principalmente por seus bailados.
Bom final de Semana e valsemos com este encanto de música.
A leitura constitui fonte de descobertas de outros tempos, outros lugares e de compreensão do mundo. Amplia e enriquece a experiência de vida.
O contato com histórias infantis é uma forma de aprender no mundo de imaginação.
Quem não se lembra com saudades das histórias contadas pelos pais e professores? Algumas despertavam risos e outras medos, mas eram momentos de encantamento e magia.
Sobre os contos de fada, o autor de O fascínio das canções, histórias e desenhos infantis, Fortuna (2005) nos diz “os Contos de Fadas fascinam porque são maravilhosamente transmitidos por meio da tradição oral, de forma transgeracional de uma geração à outra, em momentos mágicos de encontro das infâncias (da infância de uma criança com a infância de um adulto que foi criança). Também porque este é um dos preciosos meios que temos – e temos poucos meios, se comparados com os recursos psíquicos do adulto – quando somos crianças, para lidar com situações desagradáveis e resolver conflitos pessoais. Esta é, na verdade, uma forma de proteger as crianças, já que por seu intermédio a criança lida com seus medos e emoções”.
Navegando na Net, encontrei o primeiro livro do mundo com versão integral disponível na Internet ” Olha o olho da menina” texto de Marisa Prado ilustrado por Ziraldo, que mostra a descoberta da dor de viver por uma menininha. Nesta adultos e crianças podem se identificar.
Eu tive avós muito queridas e uma delas bastante presente na minha formação. Já fiz alguns textos sobre esta relação tão significativa em nossas vida, mas hoje resolvi compartilhar um video que emociona pela forma delicada que fala através das mãos sobre os avôs. Eu, infelizmente, tenho poucas recordações, pois um deles não conheci e outro morreu quando eu tinha cinco anos.
Amanhã 26/07/2011 é o dia dos avós, escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Fonte
A música está sempre presente na vida das pessoas. Como parte integrante da vida humana é, principalmente, um meio de empatia e nos transporta a experiências íntimas. Algumas lembranças retidas na memória podem ser reativadas ao som de uma melodia e/ou as emoções sentidas na época que foi tocada, podendo ser boas e más. O mundo dos sons enriquecem em muito a nossa vivência.
Partindo destas premissas, compartilho uma música, fundo musical de um momento lírico em minha história, que enche a minh’alma de uma emoção pura e única. Sempre vale a pena recordar.
Qual seria para você o fundo musical de momentos inesquecíveis em sua vida?
Olá.
Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias.
Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família.