Archive for category Terapia de Família

Desamparo e amor

 

O homem é o lobo do homem”, Freud  1930.

 

Muito se comenta sobre o  excessivo individualismo reinante em nossos dias. Nas conversas informais confirmam-se as queixas sobre a maneira como as pessoas compartilham os espaços coletivos. Há um descaso pelo outro. É  freqüente  entre pedestres ou motoristas urbanos exemplos gritantes: pedestres andando em dupla ou em trio com carrinhos de crianças ou cachorros fazendo uma muralha nas calçadas, não se incomodando com quem vem a frente ou atrás. Os motoristas fecham cruzamentos, sem se importarem com aqueles que  precisam atravessá-los. Não há o mínimo interesse pelos outros e a solidariedade é substituída pelas competições cada vez mais estimuladas na sociedade.  Há a exigência social do indivíduo responsável (a conquista do emprego ou mesmo de um relacionamento pautada na ação individual), o que deixa as pessoas com seus próprios recursos. Assim, esse modo de “cada um por si” gera em contrapartida sentimento de desamparo.

Por outro lado, o modo individualista de existir sem amarras e à deriva (sem referências) acarreta insegurança ou instabilidade pessoal que somada às constantes frustrações geram dores psíquicas, entre elas o pânico e a depressão.

Na clínica, a angústia revela, algumas vezes, a situação de desamparo pela perda do amor e nesse está incluso o de si próprio e o do outro. Desta forma, abordar sobre o individualismo é caminhar por esferas de sentimentos que permeiam as relações desde a esfera privada à publica e que constroem mal-estar e consequentemente adoecimentos.

As influências são recíprocas (sociedade e indivíduos) e os sintomas nos alertam que o circulo vicioso necessita ser interrompido para darmos chance a novos ares. Nessa retomada urge um olhar cuidadoso sobre o si mesmo numa perspectiva mais humana e menos mercantilizada ( marca de roupa, carro x, etc.).  Assim sendo, quem sabe o amor (rearfirmado e cuidado)   possa ser a mola mestre que nos ajude a trilhar caminhos menos desumanos e que o outro possa ser reconhecido como o si próprio, pois como diz John Powell,  “Na verdade, as coisas que mais me diferenciam e me individualizam em relação aos outros, o que torna a comunicação de minha pessoa um conhecimento único, são meus sentimentos ou emoções»,

 

 Referências bibliográficas

BAUMAN, Z. (1997). O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

JOHN POWELL, S. J. Por que Tenho Medo…  Editora Crescer, B. Horizonte, 1987. Tradução de Clara Feldman de Miranda

        Norma

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Sexo e família

 

 

“… vosso corpo é a harpa de vossa alma e a vós pertence extrair dela doce música ou sons confusos.” Kalil Gibran

 

Os tempos mudaram, a liberdade sexual cresce, mas o assunto sexo ainda é tabu para muitas famílias. Por quê?

O assunto sexo não é isento de valores e uma grande parte dos pais encontra-se com muitas dúvidas de como agir em relação à sexualidade dos filhos, pois vem de uma geração muito repressiva.  Antes os valores eram absolutos. Não havia muita dificuldade sobre o certo e o errado, o que devia ser permitido ou negado. As rápidas mudanças nos valores sexuais trazem medo, inseguranças e angustia aos pais.

Freqüentemente, os pais sentem-se desconfortáveis e encabulados com as demandas de seus filhos nesta área, mas a educação sexual faz parte da educação pura e simples e, deste modo, tem a finalidade de permitir ao indivíduo seu pleno desenvolvimento na promoção dos valores. Os pais são modelos dos filhos. Eles ensinam muito mais através de suas ações do que pela linguagem verbal. Assim, o lidar com seus próprios questionamentos em relação à sexualidade, o expressar através de gestos, de afeto e da aceitação mútua, o criar um ambiente de confiança, respeito e abertura formam campo fértil para os pais lidarem com a sexualidade de seus filhos.

 A experiência com a liberdade começa quando os pais encaminham os filhos à auto-responsabilidade, e isto se faz cedo, o que significa a criança aprender a comportar-se por si e a fazer o certo por si.

É comum o questionamento dos pais sobre a prática do sexo entre os adolescentes no espaço familiar. Alguns, na indecisão, passam por cima de seus valores pessoais favorecendo aos filhos. Entretanto, considerar isso faz parte da aprendizagem do respeito a si próprio e do respeito pelo outro, o que perpassa todo comportamento humano e, portanto, também em relação à prática sexual.

Por outro lado, o assunto também exige comunicação entre os pais e os filhos. As conversas precisam acontecer. Os filhos precisam de uma opinião clara dos pais no sentido de guiá-los em seu processo interno para decidirem. É importante os pais expressarem seus limites, valores e as preocupações, pois mesmo que não aprovem as relações sexuais de seus jovens filhos, estarão demonstrando que se preocupam com o seu bem-estar.

Na atualidade, o sexo adolescente é problemático, tendo em vista que seu  corpo está capaz, os apelos sexuais são muitos bem como as facilidades. Entretanto, poucos estão preparados para as conseqüências dos seus atos. Além disto, temos um agravante que são os meios de comunicação, que banalizam situações, passando uma simplificação que não corresponde à complexidade do ser humano. 

Hoje, há um grande incentivo à educação sexual nas escolas, seja pública ou privada, tendo em vista a Aids. Todavia, os pais têm papéis preponderantes com suas atitudes. Só as informações sobre os aspectos da anatomia e fisiológica da sexualidade e reprodução não é o suficiente, É necessário também conversas sobre os mecanismos emocionais que envolvem a pratica sexual.  Portanto, para se devolver nos filhos uma atitude positiva sobre o sexo, esse deve ser tratado na família de forma digna e sem preconceitos. Enfim, de forma sadia.

Norma Emiliano

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Em tempo de espera

 

A reação à notícia de uma doença grave ou fatal varia de uma pessoa para outras.  

Há vários filmes, entre eles, Antes de partir, no qual presenciamos os personagens lançarem-se a realizar tudo que queriam e ainda tinham feito, numa entrega total à sede de experienciar a vida. Como no filme, isto também acontece na realidade.

No entanto, há pessoas que tendem ao pessimismo, desespero e revolta. Há outras que fazem uma conexão profunda com sua vida interior e passam por transformações pessoais e relacionais, como observada no filme Quando você viu seu pai pela última vez? Neste, um filho passa a ter um novo olhar sobre seu pai doente, reconciliando-se com o passado em que  via o pai como uma pessoa superior e que o humilhava.

 Há, ainda, outras, em que o laço emocional entre os membros familiares é tão forte, que todos acabam se autodestruindo.  No filme Uma prova de amor, o desejo de salvar um membro da família apresenta a  vida de uma jovem numa total impossibilidade de viver a sua própria vida, por ter nascido para salvar a vida de sua irmã.

Muitos estudos já têm sido realizados no sentido de avaliar o quanto a  forma do paciente e da família (efeitos psicológicos) de lidarem com a doença influencia o tratamento e a qualidade de vida dos indivíduos.

É importante para os agentes de saúde compreenderem como a doença possui um sentido na história de um indivíduo e como a forma de adoecer sofre a influência das crenças e representações sobre saúde / doença.  

Em entrevistas realizadas por Marília Gabriela (2011), a Dra. Nise Yamagushi, médica oncologista, afirma que a “felicidade favorece a cura”, o seguir sua vida, buscar sua satisfação pessoal, a liberdade do poder ir promovem o bem estar (serotomina/imunidade). De outra forma, como sobrevivente do câncer, Hebe diz que “ainda rir de sua careca” quando teve que se submeter ao tratamento e Ana Maria Braga, também recuperada do câncer, revela que “sempre tive pensamento positivo e sou otimista por natureza:você acredita, vai, faz e realiza, é uma coisa meio viciosa”“.

Ghislaine Lanctot, ex-médica e autora de “A Máfia Médica”, entrevistada por Victor-M (La Vanguardia em 27/11/2002), afirma que “a doença é um presente que você faz para se encontrar consigo mesmo“. 

Não se adoece por compartimentos. Somos uma unidade corpo-mente. Corpo afeta a mente e vice-versa. Portanto, tudo indica que o tratamento faz parte de um processo pessoal com o cultivo de sentimentos de esperança, compaixão e de boas ações para si e para o próximo.

Norma Emiliano

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Eu sou o centro

 

 “Quando a nossa necessidade de manter as crianças felizes e amorosas é muito compulsiva, achamos impossível negar-lhes algo”. (Samalin; Jablow)

  

Há uma fase do desenvolvimento do indivíduo (antes de um ano) que ele percebe tudo ao redor como parte de si mesmo. Pouco a pouco, ele passa a reconhecer que os objetos são externos e, até a fase pré-escolar, percebe as demais pessoas como extensão de si próprio.

A consciência do “eu” é um processo de reflexão sobre si mesmo, surgindo a partir da distinção entre a própria perspectiva e a dos outros. Ao pensarmos sobre isto e caminharmos através da dança relacional, deparamo-nos com situações que podem nos surpreender.

Certos casais entram em conflito pelo fato de não conseguirem captar a diferença entre eles na forma de pensar. Ao considerar que o outro é a sua extensão criam atritos até quando o outro não sabe o que deseja mesmo quando não é explícito.

Por outro lado, nem sempre o dar e o receber atingem o patamar de igualdade entre os indivíduos. Isso é de certa forma compreensível, pois a subjetividade cria uma escala diferenciada entre as pessoas na percepção de valor, dificultando o reconhecimento da doação. No entanto, quando alguém só recebe e nunca se disponibiliza para os outros, essa atitude pode sinalizar o egocentrismo e o consequente egoísmo (amor próprio excessivo).

 O egocentrismo, natural nos primeiros anos, deve diminuir ao longo das diversas etapas do ciclo de vida do ser humano.

 O egoísta quer sempre se destacar, o que importa são seus desejos. Esta pessoa é extremamente vulnerável, pois não aprende com a dor e sofrimento, Sua escolhas são voltadas para seu próprio ego e não é capaz de desenvolver sentimentos como a solidariedade e humildade.

 São as interações familiares, que aos poucos, pode ir substituindo o egocentrismo pelo amor/compaixão. Nas palavras de Zagury “a criança que não aprende a ter limite cresce com uma deformação na percepção do outro. Para ela só importa o seu querer, o seu bem-estar, o seu prazer”.

 Desta forma, nem todos atingem a mesma maturidade emocional (expressão e autocontrole das emoções) e social (superação do egocentrismo infantil, na contribuição para o bem-estar social.

 O conhecimento é fator significativo para se viver como ser humano pleno. Isso consiste em conhecer a si próprio, estar aberto ao diálogo, à alteridade e às mudanças que se fizerem necessárias ao longo da vida.

 

 Referência bibliográfica 

SAMALIN, N. e JABLOW, M. M. Amar seu filho não basta: uma nova visão da disciplina infantil. 10ª ed. São Paulo: Saraiva, 2000.

 ZAGURY, T. Limites sem trauma. 57. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. (Construindo Cidadãos).

Norma Emiliano

 

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O nascimento do primeiro filho

 

 ”Transição-chave no ciclo de vida familiar”    McGoldrick

 

A chegada de um filho é uma história que antecede ao momento do parto. A decisão de ter um filho e a gravidez já são os primórdios da construção dos vínculos.

A primeira gravidez traz grandes incertezas, mas quando não há impedimentos (físicos ou psicológicos), normalmente, provoca muita alegria.  Ao longo dos nove meses, a futura mãe concentra intenso interesse no bebê, construindo a denominada simbiose mãe-filho.

O primeiro filho inaugura a família nuclear e a consequente reorganização dos papéis.  No cotidiano, diferentes emoções farão parte da nova família.

Nos primeiros dias do bebe, o pai, comumente, não consegue agir diretamente com a criança, porém pode apoiar a mãe, dar-lhe segurança e realizar algumas funções complementares.

É importante, neste momento, que o pai entenda sua mulher, pois daí depende o futuro da relação triangular que se estabelece com a criança.

A atenção exclusiva da mãe ao bebê pode despertar fantasias inconscientes do pai de ser excluído. Estas podem perturbar futuramente a relação do pai com filho e com a própria mulher. A vida sexual do casal não deve ser esquecida.

Nas relações entre pais e filhos e marido e mulher devem existir espaço para os sentimentos serem expressos.  As mágoas por frustração e rejeição se não forem detectadas e sanadas minam os relacionamentos. É importante o diálogo  para que venha à tona o que incomoda e  se encontre as soluções.

Por outro lado, a ajuda de parentes é importante por aliviar a carga das tarefas que inicialmente a criança exige. Para tal, há de se observar que os limites já sejam delineados para que não surjam conflitos e disputas.

Estabelecer os papéis de cada um dos componentes da família, nesta nova etapa do ciclo vital familiar, cria a possibilidade de estreitar os vínculos sem danos para a afetividade.

 Norma

Como foi sua experiência?

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Você pergunta (4)

Eu respondo

 

Meu irmão fala comigo de uma forma que me irrita, quer mandar em mim, como posso alterar isto?

 

Este post faz parte de um projeto, assim sendo os  dados necessários para  a compreensão do problema me foram fornecidos  pela pessoa responsável pela pergunta, portanto dirijo-me a esta pessoa, mas de forma a trazer reflexão para outras pessoas que se interessarem em ler.

Cada pessoa é única em suas vivências, sentimentos e percepções. Desta forma, as respostas fornecidas a cada questão são contextualizadas, não se aplicando  necessariamente a todos a todos os casos.

 

A fratria é fundamental na preparação  para a vida em sociedade. “Auto-administra-se no seio da fratria, permite a descoberta, essencial e proveitosa a longo prazo, da gestão dos sentimentos de ciúme nas relaçoes profissionais ou conjugais.”Muriel M Fourez

 

Em sua história familiar, como filho caçula,  você teve todas as atenções até  o momento em que seu irmão mais velho começou a  chamar a atenção dos seus pais, sendo rebelde. Então, você começou a competir com ele, buscando atender todas as expectativas dos seus pais.

Este tipo de relação o colocou numa posição de submissão,  ou mesmo de sentimento de incompetência. As respostas de seus pais não foram as que esperava, nunca conseguia atender da forma como queriam e isto o foi deixando inseguro e com baixa autoestima, mas criou o hábito de concordância. Seu irmão foi tornando-se independente e constituiu uma liberdade interior.

O desejo de ter um lugar especial na fratria, de acordo com o olhar dos pais, cada um se comporta de um jeito, cada um ocupa uma posição oposta.

Hoje, você está prisioneiro do desejo de  proporcionar prazer, assim não discorda e não opta por suas vontades próprias. Por isto, seu irmão o irrita com sua postura mais assertiva que vc não sabe lidar.

Para poder alterar esta situação, é necessário:

- Deixar de se sentir vitimizado;
- Buscar seu próprio valor;
- Entender que não vai atender a expectativa de todas as pessoas;  aprender a dizer sim e não e a fazer escolhas a seu favor.

 As relações fraternas constituem campo  fértil de aprendizagem para outras áreas da vida, têm uma grande influência na posição social ou mesmo na relação conjugal.

Norma

Referência bibliográfica

Muriel M Fourez – Os recursos da Fratria.

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Você pergunta (3)

 Eu respondo

 

Tenho muito ciumes, a ponto de fantasiar situações da minha parceria e  não consigo parar com este tormento. O que posso fazer?

Este post faz parte de um projeto, assim sendo os  dados necessários para  a compreensão do problema me foram fornecidos  pela pessoa responsável pela pergunta, portanto dirijo-me a esta pessoa, mas de forma a trazer reflexão para outras pessoas que se interessarem em ler.

Cada pessoa é única em suas vivências, sentimentos e percepções. Desta forma, as respostas fornecidas a cada questão são contextualizadas, não se aplicando  necessariamente a todos a todos os casos.

 

Ter ciúmes é um sentimento comum e normal nos relacionamento, mas é negativo quando se torna um ciúme possessivo, e, neste caso é preciso de ajuda profissional.

De acordo com a Iara Anton ” Uma pessoa obcecada perde a visão do conjunto, e isso pode sim fazer com que ela fique distraída, descuidada, agindo por impulsividade. Quando existe uma obsessão ela fica centrada no foco desse problema, que no caso, pode ser o parceiro ou a parceira .”

 

Você teve experiências familiares que lhe marcaram com a insegurança: traições pai/mãe e alianças futuras entre você e sua mãe, quando não tinha ainda estrutura emocional para ser suporte.

Por outro lado, você não tem boa autoestima decorrente das cobranças que teve na infância, não consequindo satisfazer as expectivas, principalmente materna,  e , posteriormente,  por não conseguir ultrapassar outros obstáculos.

A sua falta de fronteira entre você e o outro confunde seu senso de percepção.

medo da perda é um agravante e o coloca num paradoxo, pois inconscientemente está afastando seu parceiro, criando  um distanciamento íntimo.

É importante que  entenda o modo de funcionamento de seus pensamentos e suas fantasias.

É necessário que aprenda a gostar de si mesmo e  perceba seu valor. A autoconfiança e respeito  pelo espaço do outro  fazem parte  do  processo de cultivar relacionamentos saudáveis. 

 Não faça da relação o seu principal sentido de vida, tenha seus próprios interesses; procure  investir no desenvolvimento físico, intelectual e emocional. 

Relacionar é compartilhar o EU.

O ciúme, o receio de deixar, o medo de ser deixado são as dores inseparáveis do declínio do amor.” (François de La Rochefoucauld)

Norma

Referência : Iara Anton. Homens e mulheres e seus vínculos.

 

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Juntos

Considero ser terapeuta um privilégio para mim, pois a cada paciente posso lançar mais um olhar,  aprender mais,  sobre a vida, sobre os sofrimentos e sobre mim mesmo.

Gosto de utilizar – me  de metáforas, uma vez que elas nos permitem alçar voos maiores de  entendimento do que, muitas vezes, uma explicação  literal. Neste sentido, escolhi, hoje, dois  trechos com o intuito de compartilhar  a essência do Encontro terapeutico.

 

“Um homem caminhava por uma região deserta
Ele se perdeu e não sabia sair dali.
Outro homem veio-lhe ao encontro- Estou perdido. O senhor pode ensinar-me o caminho da saída?
- Não – respondeu o desconhecido-, não posso ensinar-lhe o caminho da saída, mas, se caminharmos juntos, talvez possamos encontrá-lo.”  Emery Nester

 

“De tudo ficam três coisas: a certeza de que estamos sempre a começar, a certeza de que precisamos continuar, a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um novo caminho, da queda, um novo passo de dança, do medo, uma escada…do sonho, uma ponte, da procura um ENCONTRO.”Fernando Pessoa

Este é um encontro no qual caminhamos juntos……

Norma

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