Archive for category Terapia de Família

Relação pais e filhos

atividades-para-pais-e-filhos

Imagem Net

*

*

Houve um período da história humana em que na  família predominava o patriarcalismo, no qual homens e mulheres se comportavam de acordo com papéis culturalmente estabelecidos que sequiam a divisão social do trabalho, sendo o homem o provedor da família e a mulher responsável pelo trabalho doméstico e dedicada aos filhos e ao marido. Desta forma, a relação paterna com os filhos era mediada pela mãe.

Na contemporaneidade, em decorrência das conquistas das mulheres, principalmente na área profissional, vêm ocorrendo mudanças no posicionamento da mulher em relação à maternidade e consequentemente a atuação dos homens é mais participativa na casa e junto aos filhos.

As relações homem-mulher tornam-se mais igualitárias e no exercício da maternidade e paternidade as funções são divididas, bem como a criação dos filhos. Neste sentido, os pais são mais presentes na vida dos filhos. O homem passa a ter experiências que criam possibilidades de se construir um novo vínculo. Abre-se um canal de comunicação extremamente significativo para a transição do relacionamento simbiótico da mãe e bebê e ajuda no futuro convívio social.

Dr. David Popenoe, investigador sobre a paternidade observa“Os pais têm um papel mais importante do que serem apenas os adultos da casa. Pais envolvidos trazem benefícios positivos para os seus filhos que nenhuma outra pessoa é suscetível de trazer”.

Os filhos aprendem sobre o mundo e sobre si mesmo através dos pais. Eles são exemplos de seus filhos, assim sendo suas atitudes precisam corresponder aquilo que dizem e os limites só serão apreendidos se houver esta correspondência. O cuidado, a atenção e o diálogo são fatores imprescindíveis, contudo o desenvolvimento tecnológico trouxe uma nova forma de segregação, tendo em vista que mesmo juntos não interagem. A qualidade da relação é fundamental. Por outro lado, a forma como o casal se relaciona entre si  é ponto fundamental no equilíbrio emocional dos filhos.

Enfim, tempo juntos e interações afetuosa constituem um dos caminhos para se estabelecer relações saudáveis. As funções parentais estão intimamente ligadas ao desenvolvimento dos filhos.

Norma Emiliano

leia mais : http://pensandoemfamilia.com.br/blog/textos/pai-solteiro

http://pensandoemfamilia.com.br/blog/textos/de-pais-para-filhos

Tags: , ,

Divulgação

Reiniciando as atividades apresento minhas propostas de atendimentos. Clique na imagem.

Caso se interesse entre em contato por e-mail emilianonorma@gmail.com

Atendo em Niterói.

20160131_121950-1

Norma Emiliano: Psicóloga, Assistente Social, Mestre em Política Social, Especialista em Terapia familiar sistêmica, Especialista em Geriatria e Gerontologia.

“Uma ajuda para a tristeza é conversar. Para isso é preciso ter alguém que escute, que entenda a tristeza. Muitas pessoas procuram terapia para isso: não porque sejam doentes mentais, mas porque precisam compartilhar sua tristeza com alguém que conheça a luz crepuscular”.

Rubem Alves in: Se eu pudesse viver minha vida novamente

Tags: ,

Onde está a felicidade?

708_9938_939

Imagem Net

Numa manhã, após 23 anos de vida em comum, percebeu o quanto se sentia triste. Ao se casar considerou que todas as diferenças seriam superadas pelo seu amor e que naquela relação estava a sua felicidade. 

Contudo, passada a lua de mel, via que o cotidiano não era como imaginara. Sentia-se feliz com a chegada do seu marido em casa, porém dia após dia demorava mais e mais a retornar. Era uma alegria dividir com ele a cama, adormecer,  sentindo seu calor. Sua vontade de estar com ele era grande, isto valia estar ali tão distante de toda sua família. 

Os dias, os anos se passaram, nasceram os filhos e percebia que o tempo que o marido dedicava à ela e aos filhos era muito pouco. Que tanto fazia fora de casa? Trabalho, amigos, eventos? Nunca sabia ao certo o que era. As irritabilidades e brigas aumentavam. Sentia-se angustiada.

Naquela manhã, se perguntava: O que ocorrera? O que faltara se sempre fora tão dedicada, a casa acolhedora, os filhos cuidados e amados?

Casos assim acontecem  mais vezes do que se imagina. A relação conflituosa se mantém, todos sofrem e ninguém dá o primeiro passo para que novas possibilidades possam surgir.

Norma Emiliano

Tags: , ,

Relacionamentos na modernidade

 imagesImagem Net

 

 

Nós, terapeutas relacionais, lidamos com vários  fenômenos e situações sociais. Assim,   é  importante  o profissional conhecer  e saber  lidar com os sujeitos aceitando – o integralmente. A ausência do preconceito é fundamental para o processo terapêutico. Não significa que na vida pessoal não se tenha seus próprios valores, mas estes não   podem se constituir em referência para os tratamentos.

Muitas mudanças ocorreram e  as famílias se organizam, hoje, de várias formas.  A família não é mais determinada apenas por laços consanguíneos. Pais e educadores precisam acompanhar e entender  o processo para que possam abordar com as crianças num diálogo franco sobre essas formações familiares dentro da capacidade de compreensão de cada faixa etária.

Além das diversas modalidades de famílias, temos também várias modalidades de relacionamentos que, em algum momento, podem  se converter em questões.  Portanto,  a postura do terapeuta é  de colaboração, uma ação conjunta com seu cliente.

A titulo de informação alguns conceitos:

Poliamor (do grego  πολύpoli, que significa muitos ou vários, e do Latim amor, significando amor) é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos.

É diferente de   pansexualidade – que  é caracterizada pela atração sexual, romântica e/ou emocional independentemente da identidade de gênero do outro. Inclui, portanto, pessoas que não se encaixam na binária de  gênero homem/mulher.

Fonte

Nós, enquanto profissionais da área humana, lidamos com todos os fenômenos e situações sociais. Assim, para o  terapeuta  é importante conhecer  e saber  lidar com os sujeitos aceitando- os  integralmente.

Monogamia

— Prática social regulamentada na qual uma pessoa não pode ter mais de um cônjuge.

Swing

— Casais que praticam a troca sexual com outro casal. É uma relação que prima por manter o casamento, mas que tem abertura exclusivamente sexual. O casal define entre si o que pode ou não ser feito na prática do swing. São experiências pontuais, que não devem se estender para fora daquele espaço. Sair com outros para fins sexuais e não avisar o companheiro é visto como traição.

Relação aberta

— Há algumas aberturas na relação, mas ainda se pretende manter o casal principal como prioridade. Estas aberturas são pontuais e, na maioria das situações, estritamente sexuais. O homem tem o direito de interferir nas demais relações da mulher e vice-versa. Os dois fazem acordos do tipo: “você não pode ficar com amigos meus” ou “você pode fazer determinadas coisas só se me contar tudo”.

Relações livres

— Os relacionamentos são baseados na autonomia do indivíduo. Por este motivo, os parceiros não têm direito de interferir nas demais relações do outro. Fica a critério da pessoa organizar a sua vida com cada um dos seus parceiros, definir qual o grau de afetividade, amor, sexualidade e planejamento a longo prazo que a relação terá, sem a necessidade de que todas as relações sejam semelhantes.

Compersão

— Não está no dicionário Aurélio, mas é linguajar recorrente entre aqueles que abrem o relacionamento. Significa ficar alegre ao ver o seu companheiro feliz com outra pessoa. Trata-se de ausência ou superação do ciúme entre parceiros.

Ménage à trois

— Não é um tipo de relacionamento, mas sim, prática sexual a três, não necessariamente com vínculo afetivo e pode estar presente em diversos tipos de relacionamentos.

Fonte

 

Você o que pensa sobre?

 

Norma Emiliano

Tags: , ,

Reposicionamento

 branding-reposicionamento-de-marcaImagem Net

 

 

No percurso da vida ocorre, em alguns momentos das diversas etapas, sejam elas naturais ou acidentais, a necessidade de reposicionamento, de reorganização. Fiquei viúva, mudei de residência, meu pai faleceu, minha filha casou, me separei são alguns exemplos de situações que vão ocasionar vários sentimentos em relação às mudanças no entorno.

Confrontar a realidade não é simples. Acordar e constatar a casa vazia, o silêncio, entre outras diferenças de acordo com cada situação, cria um vácuo. Como reagir, se o desejo é permanecer deitado, inerte sem ânimo?

Nesse processo, há o momento do luto, de se permitir sofrer a perda, fazer um mergulho interno. Muitos se assoberbam de atividades, não deixando que os sentimentos venham à tona, mas destas atitudes podem decorrer sintomas, tendo em vista que a expressão da dor não pode ser recusada.

Contudo, após o mergulho, surge a força da vida que impulsiona a seguir em frente, a se encontrar novas motivações. Para algumas pessoas isto não acontece, ficam presas a dor da perda, paralisadas. Nestes casos a ajuda profissional  é necessária e não há “uma receita pronta”,  mas um caminhar conjunto no sentido do renascimento.

Neste sentido, reposicionamento é encontrar novas formas para lidar com um momento novo, mas que é familiar, pois nos remete ao sentimento primeiro do afastamento simbiótico bebe/mãe. É encontrar um lugar dentro de si mesmo que impele a encontrar novas formas de viver o cotidiano e de satisfação pessoal.

Norma Emiliano

Tags: , ,

Falando em terapia

imageslp_juiImagem Net

 

Sinto- me desanimada, nada me motiva, tenho insônias, choro constantemente, estas são queixas que podem estimular a busca pela terapia.

O agendamento para uma consulta terapêutica, normalmente ocorre em momentos de intensas angústias, de conflitos, de paralisação do funcionamento regular da vida e raramente para o autoconhecimento.

Alguns pacientes chegam motivados por parentes e amigos; falam de suas dores, relatam suas dificuldades, mas não conseguem manter a assiduidade necessária das consultas, aumentando suas resistências.

Terapia consiste num tratamento que requer investimento pessoal de penetrar em pontos dolorosos e que repercutem no funcionamento cotidiano, nas relações, no bem –estar.

Alguns começam o tratamento e logo que se sentem aliviados dos sintomas, consideram – se “curados”. Contudo, o tempo do tratamento não é mensurado pela melhora ou remoção do sintoma, depende de como o paciente vai evoluir em relação as suas queixas iniciais, bem como a tudo mais que vem à tona no decorrer do processo.

A autodescoberta é uma decisão individual e particular e o encontro paciente e terapeuta é a possibilidade de se enfrentar as intempéries do viver de uma forma mais centrada, sendo indispensável  a confiança, a segurança e o vínculo construído ao longo do processo. É um trabalho em conjunto paciente e terapeuta.

Tags: , ,

Desafios

2740113_orig

Imagem NET

*

*

Ser terapeuta não isenta ninguém de vivenciar momentos de tristezas, medos, perdas, doenças, entre outros que são inerentes à vida humana.

Nas palavras de Arthur Schopenhauer:

“Somos como cordeiros no campo, fazendo travessuras sob o olhar do açougueiro, que escolhe e separa um e depois outro para ser sua presa. Também é assim que, nos nossos dias bons, somos todos inconscientes do mal que o Destino pode ter reservado para nós — doença, pobreza, mutilação, perda da visão ou da razão.”

E aqui eu me recordo da última visita que fiz ao ortopedista e ele ao analisar o RX me diz:

“Sua coluna está gasta”. E eu penso, mas aos 66 anos, seria isto inédito? Ou seja, faz parte do envelhecer.

Assim sendo, o processo terapêutico é desafiante, tanto para o paciente, quanto para o terapeuta. É uma viagem que requer de ambos um mergulho no interior.

Neste percurso, muitas dores surgem algumas tocam de perto as experiências do terapeuta que precisará ter o distanciamento necessário para que não haja interferência no processo de descoberta, redescobertas e  resignificações. Desta forma, entre os diversos desafios, encontra-se ultrapassar as influências do ambiente interpessoal que cerca todo  indivíduo, incluindo o do próprio terapeuta, que molda o seu padrão de  comportamento, sua estrutura,    e que pode lhe trazer conflitos.

Portanto , é necessário entrar no mundo da paciente, escutá-lo,  entendê-lo como único  e seguir junto na transposição dos obstáculos para sua individuação  e crescimento pessoal.

Norma Emiliano

Tags: , ,

Get Adobe Flash player