Archive for category Terapia de Família

Aliança Terapêutica

 

psicoterapia-300x224
Imagem Net

 

Há uma crença popular de que psicoterapeutas não passam por situações emocionais impactantes e que são bem resolvidos. Na realidade, é importante que se esteja em equilíbrio para atender ao outro, o que não significa não se ter problemas ou questões pessoais e/ou emocionais para serem resolvidas.

Os atendimentos psicoterápicos exigem que o profissional esteja ali para o cliente, que seus problemas não sejam impeditivos de estar atento às palavras, expressões e questões trazidas à sessão. Estar presente de “corpo e alma” requer do terapeuta condições de se conectar com os próprios sentimentos e emoções, bem como empatizar com os sentimentos e emoções do cliente. O espaço terapêutico é um caminho percorrido em conjunto terapeuta/cliente em direção às questões apresentadas e/ou detectadas, no sentido de eliminar os sintomas e dar possibilidades do sujeito enfrentar da melhor forma suas experiências na vida.

Cada atendimento é uma experiência única e o universo humano apresenta uma riqueza inesgotável nas singularidades pessoais. Contudo, as projeções, identificações e cruzamento de histórias fazem parte de todos os relacionamentos, inclusive entre terapeuta e cliente. Neste sentido, o profissional ocupa um lugar no qual lhe serão exigidas respostas e atitudes que podem não ser compatíveis para o bom andamento do tratamento.

 Por outro lado, algumas características do terapeuta, como a flexibilidade, o respeito, a confiabilidade, o calor humano, o interesse vão influenciar a construção da aliança terapêutica.

É comum que o padrão de funcionamento do cliente (a forma como o indivíduo se comporta) se apresente no processo terapêutico. Portanto, é necessário que o terapeuta esteja atento a si mesmo diante do conteúdo que vai sendo apresentado, assim como aos efeitos trazidos pelo comportamento do cliente sobre a sua pessoa.

A aliança terapêutica é mecanismo de mudanças e é indispensável para o sucesso do tratamento. Por outro lado, reconheço nesta relação um manancial inesgotável para as autodescobertas, seja do pacienta e do terapeuta.

 Norma Emiliano

Tags: , ,

Saúde mental

 

 

ÍndiceImagem NET

 

 

 

 

Coloquei uma reflexões em forma de perguntas no face. Algumas pessoas entraram no clima e responderam, outras sugeriram que fosse uma temática explanada  neste espaço. Assim sendo, aqui vai a proposta para debate:

Sabe amiga (o) às vezes me pergunto: o que desperta o interesse nas pessoas? Como compartilhar nossos interesses com os outros? Como afetar? Como não ser invisível? Já pensaram sobre isto?

Estamos vivendo cercados de informações, e as emoções? Como  integrar corpo e mente?  Como estarmos conectados às nossas emoções para que estas  consigam se expressar?

Nos dois dias do Encontro de Terapia familiar que participei  esta foi uma das tônicas.

A saúde mental está ligada a esta integração.  Nem sempre nos darmos conta de que   estão  disassociadas.  Os sintomas revelam isto.

Norma

 

 

Tags: , ,

Encontro Internacional de Terapia Famíliar

 

 

Um evento que nos confirmou a força da PAIXÃO profissional  pelos  resultados da função  TERAPÊUTICA.

 

Integração mente corpo  um caminho da cura.

Emoção -integração- encontro – enamoramento – cura.

Encontro  da beleza

 

 

198613_155419387851415_6203690_n

 

ALGUNS MOMENTOS

1393513_715622648497750_4175048320540217727_n

20140524_14454620140524_164300IMG-20140524-WA000620140524_113945

20140524_142313 20140524_121901 20140524_131323

Sentimento de missão cumprida

Confirmação de uma boa  escolha no  direcionamento profissional- Encontro criativo da Família  externa e interna

São os sentimentos que ficaram para mim após o encontro.

Norma Emiliano

Tags: , , , ,

Subjetividade e profissão

subir-na-carreiraImagem Net

 

 

 

Repensando a minha trajetória profissional, surgiu este texto que resolvi compartilhar com meus leitores do pensandoemfamilia.

Desde a minha graduação,  nos anos 70, em Serviço Social, exerço a profissão concernente ao curso, considerando como objeto de trabalho o homem e as suas questões.

De 2006 a 2008, fiz mestrado em Serviço Social, aproximando-me do novo direcionamento da área em políticas públicas. Fiz um boa dissertação, articulando avaliações de políticas públicas com o olhar sobre as relações (sociabilidades) e a saúde do trabalhador nas universidades. A realização deste trabalho foi possível, graças à orientadora que captou meu interesse e me ajudou a otimizá-lo.

É estranho quando você escolhe uma profissão identificada com suas funções e, com as transformações das políticas internas da categoria, depara-se com uma outra realidade. Sempre me identifiquei com minha área de trabalho e busquei ter prazer com a prática.  Tive e tenho a possibilidade de me manter atuando dentro desta perspectiva por estar lotada no setor público, numa área propícia que acompanha os servidores afastados por doença.

 No entanto, sei que, se fosse hoje a opção, não encontraria sentido nesta profissão.  O Serviço Social tinha uma grade curricular que capacitava tanto à parte teórica, quanto à prática. Os atendimentos, no período de estágios em caso, grupo e comunidade, através das entrevistas, reuniões e abordagens e respectivos relatórios, forneciam instrumentos para a prática. Tudo isto configurava um método de trabalho e que foi abolido da academia.

 Tive, portanto, um rico conteúdo que somei a uma formação, Terapia Familiar Sistêmica, que me permite manter o rumo profissional na direção da minha opção de objeto de trabalho, o homem e suas questões.

 Considero que realizei encontros e conforme Félix Guattari, (1992, p.33) A única finalidade aceitável das atividades humanas é a produção de uma subjetividade que enriqueça de modo contínuo sua relação com o mundo,” e eu acrescento: relação também consigo mesmo.

 A atividade profissional é um fazer, sendo o que se é. Portanto, é preciso que haja um bom encontro entre quem se é e a profissão que se exerce.

 Norma Emiliano

 

 

Tags: , ,

Eu e o outro

Uma visão sistêmica

 

fantasmasImagem NET

 

Os fantasmas nos rondam e nem sempre são percebidos.

 

 

Relacionamentos são a base da sobrevivência humana e, também, o seu maior desafio, pois consistem em confrontar diferenças e identificações positivas e negativas.  O amor e ódio habitam o mesmo espaço e atravessam por vezes os cotidianos familiares.

A aprendizagem amorosa ocorre no contexto familiar. A forma como fomos amados é o referencial de como amamos e nos sentimos amados. Nas ações e reações encontram-se o equilíbrio emocional, mola mestre dos diversos encontros na vida, seja amoroso, profissional ou de amizade.

Constituímo-nos de fios entrelaçados de interações, percepções e sentimentos que constroem a visão do si mesmo e do mundo.  Esta é a bagagem pessoal na qual se encontram os recursos que serão utilizados consciente ou inconscientemente nas escolhas, decisões e encontros. O sucesso ou insucesso na trajetória de vida fazem parte deste repertório. O ser humano, como parte de um contexto social, sofre influência e influencia. A corresponsabilidade é parte deste processo que impulsiona ao desvelamento dos fantasmas, ou seja, percepção dos conflitos não resolvidos com as relações principalmente primárias.

A tendência humana de repetição acarreta reações indevidas com pessoas ou com situações que são identificadas pelos conflitos pessoais embaçando a realidade, o aqui e agora. Por um lado, temos  cada pessoa como única em sua forma de ser e se expressar, pelo outro a condição humana de projeção e identificação que atravessam as relações em sua comunicação.

Reconhecer que cada pessoa tem sua história, vivências, forma de defesas, de organização do seu pensamento e do mundo é um grande passo para respeitar o direito do outro ser quem ele é. Dessa forma, é importante não julgar, muito menos considerar que seu projeto de vida é extensivo a todos e, possivelmente, ser mais empático, tolerante com as diferenças. Somos produtos e sujeitos da vida, temos nossos limites e aqueles dos outros seres que nos cercam; lidar com isto é complexo, mas essencial para encontros mais saudáveis.

Norma Emiliano

Tags: , ,

Histórias de vidas

ENVELOPE TERAPIA QUEBRA FOLHA 2Imagem NET

*

*

Processo Terapêutico

A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como recorda para  contá-la. 

Gabriel Garcia Márquez (2002)

 

Os terapeutas, em sua prática, têm possibilidade de entrar em contato com as histórias de vidas dos seus pacientes a partir do significado único que cada um atribui às situações, aos fatos e às interações. Este é um caminhar, num primeiro momento, sob o foco de luz do cliente, em que se articula ouvir, empatizar e acolher os sofrimentos relatados e observados na expressão do rosto e do corpo.

 É importante ouvir atentamente e evitar interpretações precipitadas. Neste caminhar, não existem verdades únicas e não existem respostas prontas para quem solicita ajuda. Cada pessoa tem uma forma de ser específica, tem recursos e mecanismos de defesas, assim suas dificuldades e questões estão atreladas ao seu modo de ser e estar no mundo. Daí a importância de sua história de vida, do entendimento da trama desenvolvida no seio familiar, que constrói o saudável e o patológico.  Na perspectiva da Terapia Familiar Sistêmica, parte-se da crença de que o que acontece com o indivíduo não resulta apenas do seu interior, mas também do incessante intercâmbio com o contexto no qual se encontra inserido.  A terapia busca resignificações da história cristalizada em direção a novas possibilidades.

 A queixa inicial é o ponto de partida para o desvelamento da função do sintoma naquele momento do ciclo de vida do cliente. O sintoma e a crise são compreendidos como partes do processo de mudança. A relação de confiança e empatia constituem a mola mestra do processo de construção conjunta do tratamento.

 O referencial teórico sustenta a prática clínica e constitui a base para o diagnóstico e tratamento, mas o estilo de cada terapeuta é único e as situações clínicas suscitam os recursos pessoais do profissional. Assim sendo, o terapeuta vivencia novos papéis, explora recursos pessoais que, associados com seu corpo teórico, constituem sua forma de ser como profissional. A criatividade e flexibilidade são fatores significativos para se encontrar a forma mais adequada para cada caso.

 È um cruzar de histórias, sendo relevante que o terapeuta tenha como sua primeira ferramenta os seus próprios sentimentos despertados na terapia, ou seja, estar atento às ressonâncias entre a história do paciente e a sua própria história. Neste contexto, compreende-se a história do cliente, constituindo-se uma oportunidade específica para a mudança.

Norma Emiliano

Tags: , ,

Depressão?

depresc3a3oImagem Net

 

 

 

O dia amanheceu cinzento assim como o seu despertar.

 

 Na atualidade, se exalta a felicidade, e a tristeza fica encolhida não podendo ser expressada.  

A alegria e tristeza fazem parte da mesma moeda e são importantes manifestações na vida do ser humano.

Nem sempre se detecta quando o desanimo e a apatia ultrapassam o limite da normalidade.

Quando há acontecimentos relacionados às perdas, é comum a tristeza chegar e se instalar por dias ou mesmo algumas semanas (15 a 20 dias). No entanto, deve-se ficar atento quando esta tristeza paralisa e interrompe as ações importantes do cotidiano, ou seja, quando é necessária uma avaliação.

A tristeza profunda associada a baixa autoestima são sinais de que a avaliação do profissional da saúde mental precisa ser realizada.

Alguns outros sinais ajudam a denunciar a depressão, como por exemplo: insônia, insegurança, esquecimento, raciocínio lento, alto grau de pessimismo, dores, má digestão, entre outros.

A depressão consiste num transtorno, uma anormalidade psicológica que afeta as pessoas em todas as idades e precisa de tratamento, pois num estágio muito grave pode ocorrer o suicídio.

Considera-se o quinto problema de saúde pública do mundo. Entre famosos encontramos alguns que foram considerados depressivos: Vincent van Gogh, pintor; Ludwig Van Beethoven, compositor; Isaac Newton, cientista; Renato Russo, cantor e compositor;  Kurt Cobain, músico e recentemente Walmor Chagas, ator.

Um conto

A sua queixa é a frequente insatisfação, o sintoma é a depressão. Não consegue entender seus sentimentos; sente-se paralisado. Muitos são os motivos que impulsionam as atitudes humanas e muitas delas são conscientemente desconhecidas. Continua aqui

Norma Emiliano

 

Tags: , ,

Saúde/resiliência

 

 9808326_J5HFQImagem Net

 

 

 

                                                                     Venha para a margem, disse a vida.

                                                          Eles disseram: Temos medo

                                                                     Venha para a margem, disse a vida.

                                                               Eles vieram. Ela os empurrou…

                                       e eles voaram.

                                                                                            Guilaume Apollinare.

 

 

 

Todos enfrentam obstáculos na vida, mas cada um reage de uma determinada forma.

Os acontecimentos bons ou maus influenciam o ser humano, física e mentalmente. Assim sendo, ao pensarmos sobre saúde ou sobre ser saudável, podemos ter como referência o modo como cada pessoa supera os obstáculos que surgem na vida.  

Ao recebermos na clínica, o indivíduo, casal e/ou família, acolhemos as queixas e dores relatadas e caminhamos pelas histórias contadas, observando como estas o/a afetaram e/ou afetam.Partimos das percepções e significados dados aos fatos, buscando entender o aqui e agora e em seguida passamos para as influências transgeracionais (crenças, mitos, lealdades, entre outras).

Temos como pressuposto que os recursos para superações estão no próprio indivíduo e/ou contexto. Entendemos que os momentos de crise trazem à tona as diferenças, limitações, mas também possibilidades.  

De acordo com Froma Walsh “a resiliência é tecida em uma rede de experiências no decorrer do ciclo de vida entre as gerações.”.

 Caminhamos no sentido de procurar junto aos clientes identificar as situações que desencadeiam os problemas, ações que mantêm essas dificuldades, bem como os recursos de cada um, da família  ou do casal.

De acordo com a perspectiva sistêmica, as intervenções consideram as  relações  entre o indivíduo  e  os outros  e  dele consigo mesmo. 

Buscamos melhorar a comunicação intrapessoal e interpessoal através da explicitação e reconhecimento dos desejos, necessidades, expectativas e medos.

 Portanto, o fortalecimento e a melhora do paciente (indivíduo, casal/família) são os objetivos da intervenção.

 Norma Emiliano

 

 

 

Tags: ,

Get Adobe Flash player