As histórias familiares coexistem dentro de nós
Na terapia familiar sistêmica reside a premissa de que os seres humanos fazem uma dança de adaptação em sua interação uns com os outros.
Neste sentido, o ser humano se forma e constrói sua identidade através das suas interações, principalmente familiares, não nasce como uma folha de papel em branco, tendo em vista que as histórias familiares que o antecedem são partes daqueles que o gera e o recebe.
A transmissão ocorre por intermédio das gerações. Essas forças transgeracionais atuam nas escolhas relacionais dos indivíduos, levando-os inconscientemente a buscar parcerias que se refletirão em seus conflitos internos.
A transgeracionalidade se constitui em um dos aspectos relevantes para se compreender a dinâmica familiar através do tempo. Identificar essas influências é a possibilidade de lançar nova perspectiva às dificuldades relacionais existentes. Não temos como apagar nossa história, e se encarada corajosamente, não precisa ser revivida.
Numa analogia popular, nos anos 70 o cantor compositor cearense Fagner fez a seguinte composição:
”Beleza só se tem quando se acende a lamparina
luminando a alma se entende a própria sina
E quando se vê o arame que amarra toda gente
Pendendo das estacas sob um sol indiferente
Beleza só depois de uma sangria desatada
Aberta na ferida dos perigos do amor
E quando se afasta a sombra
triste do remorso
Que faz olhar pra dentro para
enfrentar a dor…”
A reconexão com as forças familiares lança um olhar amplo, possibilitando que se teçam novas imagens através da justaposição dos elementos tradicionais e do moderno. A aceitação dos aspectos diferentes permite medir e equilibrar elementos na tomada de decisões que traçam o percurso da vida.
Sair das amarras dos padrões repetitivos abre novos raios de luz para as próximas gerações viverem e introduzirem outros recursos.
Norma Emiliano
Imagem Google











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