Archive for category Personalidades

Poetando

Inicio, hoje,  minhas homenagens a poetas que nasceram no mês de setembro.

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo em 12 de setembro de 1831.

Influenciado por Lord Byron e Musset, sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo.  Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. Faleceu em 25/04/1852.

AMOR

"Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha'alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!"

Fonte

Norma

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Poetando

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JORGE LUIS BORGES (1899-1986) – Argentino,  escritor Sua obra se destaca por abordar temáticas como filosofia, metafísica, mitologia e teologia. Escreveu contos, poesias e ensaios. Nasceu em 24 de agosto.

Descreve com suas palavras  que “Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção”. Fonte

O Cúmplice


Crucificam-me e eu tenho de ser a cruz e os pregos.
Estendem-me a taça e eu tenho de ser a cicuta.
Enganam-me e eu tenho de ser a mentira.
Incendeiam-me e eu tenho de ser o inferno.
Tenho de louvar e de agradecer cada instante do tempo.


O meu alimento é todas as coisas.
O peso exacto do universo, a humilhação, o júbilo.
Tenho de justificar o que me fere.
Não importa a minha felicidade ou infelicidade.
Sou o poeta.

Jorge Luis Borges, in “A Cifra”
Tradução de Fernando Pinto do Amaral

Fonte

“Suspeitei muitas vezes que o sentido é, na verdade, algo acrescentado ao verso. Tenho plena convicção de que sentimos a beleza de um verso antes mesmo de começarmos a pensar num sentido (…). O que quero dizer é que não precisamos nos comprometer com um sentido.”  Retirado de Pensamento e Poesia. p.89

Norma

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Alta costura

 

Iniciamos o mês de maio  com o comércio lançado seu foco para o dia da MÃES.  Neste espaço posso trazer o real sentido desta data que se aproxima, ressaltando esta personagem  que no  nosso cotidiano teçe fios  que formam a malha familiar.  Nesta intenção,  encontrei o texto “Alta costura” que traz, em palavras,  imagens que constroem uma tela em que me insiro.

 

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Anna Anker

 

No tecido da história familiar, as mãos de minha mãe reforçaram as costuras para nos protegerem de qualquer empurrão da vida …
As mãos de minha mãe uniram com um alinhavo as partes do molde sem esquecer que cada uma é diferente da outra e que juntas fazem um todo como a família …

As mãos de minha mãe fizeram bainhas para que pudessemos crescer para que não nos ficassem curtos os ideais …
As mãos de minha mãe remendaram os estragos para voltarmos a usar o coração … sem fiapos de ressentimentos …
As mãos de minha mãe juntaram retalhos para que tivessemos uma manta única que nos cobrisse …

As mãos de minha mãe seguraram presilhas e botões para que estivessemos unidos e não perdêssemos a esperança …
As mãos de minha mãe aplicaram elásticos para nos podermos adaptar folgadamente às mudanças exigidas pelos anos …

As mãos de minha mãe bordaram maravilhas para que a vida nos surpreendesse com as suas contínuas dádivas de beleza …
As mãos de minha mãe coseram bolsos para guardar neles as moedas valiosas das melhores recordações e da minha identidade …

As mãos de minha mãe, quando estavam quietas… zelavam os meus sonhos para que alimentassem os meus ideais com o pó das suas estrelas …
As mãos de minha mãe seguraram-me com linhas mágicas, quando entrava na vida … para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe nunca abandonaram o seu trabalho… E sei muito bem que hoje, onde estiverem, fazem orações por mim … E eu … Eu beijo-as como se recebesse bençãos!”

Autor desconhecido

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Aos 90 anos

 

 Presenciei um espetáculo digno de ser mencionado.                                                               adenilde

 

A cantora Eymar Fonseca  foi convidada pelo pianista Marvio Ciribelle  (Projeto fazendo o que gosta) , no Brisyto Mac (Niterói) e fez homenagem a sua mãe Ademilde Fonseca que completou 90 anos em 4  de março 90 anos. Brasileira de Pirituba, município de Macaíba, no estado do Rio Grande do Norte.

Impressionante o brilho de Ademilde, que ao longo da sua trajetória musical, foi consagrada como a  maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a “Rainha do choro”.

Constatamos o que é dito pela mídia sobre ela  continuar na ativa, fazendo shows.

Com vivacida encantou com  seu estilo gracioso e brejeiro.


Uma lição de vida  do que é envelhecer com paixão pelo que faz.

 

 

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Mulher

Voz que não se cala

Reedição 

Durante a II Conferência  Internacional de Mulheres, em 1910, propôs-se que o dia 08 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às 129 operárias de Nova Iorque, que foram mortas, carbonizadas  dentro da fábrica,  após greve por reivindicações trabalhistas em 1857. Esta  data  foi oficializada pela Organização das Nações Unidas em 1975.

Portanto, este dia é uma oportunidade de refletirmos sobre o papel das mulheres, suas conquistas políticas e sociais  e  fazermos homenagens.

Neste sentido,  este post é dedicado a Cora Coralina  “aquela mulher que se descobriu poeta já bem velhinha, depois de uma vida de luta, inclusive com um casamento desastroso que ela carregou corajosamente e, só após a morte do marido, conseguiu se ver em sua enorme e verdadeira dimensão, como mulher e como poeta” (Olympia Salete Rodrigues ).

Contou na complexidade existencial da mulher goiana e brasileira, em discurso aparentemente simples, o viver de todas elas“. (Suely R. Pinheiro).

 

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                                                                     Google Imagem

 

“Não sei …se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas

 Poetisa e contista , a brasileira, Goiana,  nasceu em  20/08/1889.  Seus primeiros textos começaram  aos quatorze anos de idade, sendo publicados em jornais locais.  Seu  primeiro conto publicado foi Tragédia na Roça . Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais , foi publicado em 1965, aos 76 anos.

Como consta em sua biografia, sua poesia  atingiu um nível de qualidade literária jamais alcançado até então por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro, apesar da sua pouca escolaridade. Retratou, em sua obra,  personagem e símbolo da tradição da vida interiorana.

Com a preocupação em entender o seu  mundo social, e ainda compreender o  seu real papel,  buscou  respostas no seu cotidiano, na complexa atmosfera da Cidade de Goiás.

Faleceu em Goiânia a 10 de abril de 1985, aos 96 anos de idade, deixando 4 filhos, 15 netos, 19 bisnetos.

 Obras

Sua obra é mesclada de contos, histórias e poemas e  se encontram nas publicações:

 Estórias da Casa Velha da Ponte (contos) ;  Vintém de cobre; Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia); Vila Boa de Goaiz; Meu Livro de Cordel; O Tesouro da Casa Velha. Edições infantis:  A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu ;  As Cocadas;  Meninos Verdes; O Prato azul pombinho.

HOMENAGENS PÓSTUMAS

 1985 – Goiás GO – Criação da Casa Cora Coralina

1986 – São Paulo SP – Nome de Biblioteca Infanto-Juvenil, em Guaianases

Fonte

Suely R. Pinheiro. Biografia, Culinária e Literatura: a história do cotidiano com tempero de Cora Coralina. Gênero, Niteroi. v.3, 2003

 

Norma

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Superação

 

Quando inaugurei este espaço em 2009,  comecei a conhecer, de uma forma ampliada, os efeitos das redes  na vida  das pessoas. De blog em blog, observei a diversidade das temáticas, mas algo se fazia comum: o compartilhar da  alegria, das dores e dos afetos.

De imediato, um destes espaços  me chamou a atenção e me despertou interesse de ser seguidora: Flávia vivendo em coma, um dos meus primeiros links. Escrito por uma mãe que batalha por justiça desde 1998, quando a filha se acidentou numa piscina e entrou em coma,  permanecendo assim até o  presente momento.

Lendo sua última postagem (Esperança, dor e amor),  resolvi compartilhar e divulgar com vocês a superação  desta  mulher/mãe, Odele,  que vem redefinindo seu sentido de vida  e  transformando sua dor e esperança   através do blog de Flavia e  do protesto contra a lentidão da justiça brasileira.

” Quando percebi que a esperança de ver Flavia recobrar a consciência se enfraquecia com o passar dos anos – e já se vão mais de treze anos – que tenho minha menina em coma vigil – saí em busca de algo que preenchesse o vazio que a esperança em crise ia deixando em mim. Saí em busca de algo que desse um sentido a esta dor tão intensa. Tão intensa que por vezes senti que poderia eu mesma me transformar em dor. E andaria eu por aí a mostrar de forma ostensiva esta dor estampada em meus olhos, em meu rosto, em meus gestos. Em minha voz. Esse risco existe quando nos deixamos anular pela dor, quando não reagimos, quando permitimos que a dor nos faça dela reféns.

Cada um de nós vai encontrar a sua maneira – ou várias – de lidar com a esperança e com a dor. Uma das maneiras que encontrei de lidar com ambas é escrever aqui no blog de Flavia. Minha maneira de lidar com a esperança e a dor foi também protestar contra a lentidão da justiça brasileira em condenar os responsáveis pelo acidente que deixou Flavia em coma vigil irreversível. É continuar alertando para o perigo dos ralos de piscinas”. Saiba mais….

 Norma Emiliano

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Comportamento humano

 

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 Murray Bowen (1913- 1990)

 

Algumas vezes,  nos damos conta de que temos reações a certas situações e/ou pessoas de uma forma exagerada e não entendemos as causas.  Murray Bowen ajuda-nos a entender com  seus  estudos e teorias.

Murray Bowen

 

 Murray Bowen, psiquiatra nascido em Waverly, Tennessee,  foi um estudioso, pesquisador, médico, professor e escritor que  trabalhou sempre  em direção a uma ciência do comportamento humano, que via o homem como parte de toda a vida.

Foi um dos pioneiros da terapia familiar e fundadores da terapia sistêmica. Desenvolveu uma teoria  dos  sistemas  familiares .

Ele acreditava que a principal fonte de experiência emocional humana é a extensão da unidade familiar. Seu arcabouço teórico concentra-se em torno de duas forças vitais que se contrabalançam: aquelas que levam a pessoa à união com sua família e aquelas que a impulsionam para se libertar rumo à individuação (consciência do si mesmo). Quando ocorre um desequilíbrio dessas forças em direção à união, ocorre fusão, aglutinação e indiferenciação. Essas noções estão interligadas, no estudo da complexidade da formação emocional do indivíduo, em torno de vários conceitos, entre eles, de massa indiferenciada do ego; diferenciação do self; processo de projeção familiar; processo de transmissão multigeracional; posição entre irmãos; e triângulo. (Bowen, 1989; Kerr & Bowen, 1989).

Segundo Nichols e Schwartz (1998), a diferenciação do self, pedra fundamental da teoria de Bowen, é ao mesmo tempo um conceito intrapsíquico e interpessoal.  A diferenciação intrapsíquica é a capacidade de separar o sentimento do pensamento (p. 312). Kerr e Bowen (1988) denominaram reação à resposta impulsiva. Quanto mais você toma consciência das emoções que o movem ,  mas você consegue lidar com o outro diretamente,  sem tantas projeções

Ele treinou muitos estudantes, incluindo Phil Guerin, Kerr Michael, Betty Carter e McGoldrick Monica, e ganhou reconhecimento internacional por sua liderança no campo da terapia familiar.  Ele morreu em outubro de 1990 na sequência de uma prolongada doença.

 O que se observa na prática clínica  é uma confusão entre  fusão e intimidade.

Sua teoria nos permite entender melhor o funcionamento dos indivíduos no sentido do que favorece mais para alguns sentirem tanta necessidade de estar junto, e para outros a necessidade do isolamento, bem como  entender sobre as ações e reações que podem ser movidas pela emoção ou pela razão.

As relações familiares não resolvidas congelam emoções que são reatualizadas por alguma situações ou pessoas que nos remetem inconscientemente àquelas emoções. Nestas situações não se destingue sentimento e razão. Esta reação à resposta impulsiva  pode ser analisada,  entendida e reelaborada no contexto terapêutico.

Norma

Fonte

Bowen, M. (1989). La terapia familiar en la práctica clínica. Fundamentos teóricos (Vol. 2: Aplicaciones). Bilbao, Spain: Desclee de Brouwer.

Nichols, M. P., & Schwartz, R. C. (1998). Terapia familiar: conceitos e métodos (M. F. Lopes, trad., 3a ed.). Porto Alegre: Artes Médicas.

 

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Série: A criança que eu fui

 

A  querida Giovanna, do blog Bordados e Retalhos,  iniciou em 24/09/2010 a  Série: Eu fui bebê com objetivo de,  “através das fotos, fazer um passeio pela nossa história e  estimular a criança que mora dentro de nós.”  O convite foi feito e muitas aceitaram, entre elas,  eu.

Portanto, hoje  (06/10)  foi o meu dia de receber este seu carinho expresso em palavras. 

Obrigada querida amiga por esta idéia que também me inspirou a pensar numa série que enfoca a criança e a repercussão desta experiência na vida adulta.  Assim, inicio  A criança que fui,    nesta sexta, 08/10 com a querida amiga, que aceitou o meu convite,  Beth  do blog Mãe Gaia.  

Venha participar,  a partir de 18/10, segunda feira. Envie-me seu relato, ele abrilhantará este espaço.   A cada semana teremos um (a) novo (a)  amigo (a), contando-nos a  sua  história.

E-mail: asterfam@ajato.com.br

Norma

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