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O compartilhar

A felicidade solitária é dolorosa

Quando Zaratustra tinha 30 anos de idade deixou a sua casa e o lago de sua casa e subiu para as montanhas. Ali ele gozou do seu espírito e da sua solidão, e por dez anos não se cansou. Mas, por fim, uma mudança veio ao seu coração e, numa manhã, levantou-se de madrugada, colocou-se diante do sol, e assim lhe falou: Tu, grande estrela, que seria de tua felicidade se não houvesse aqueles para quem brilhas? Por dez anos tu vieste à minha caverna: tu te terias cansado de tua luz e de tua jornada, se eu, minha águia e minha serpente não estivéssemos à tua espera. Mas a cada manhã te esperávamos e tomávamos de ti o teu transbordamento, e te bendizíamos por isso.
Eis que estou cansado na minha sabedoria, como unia abelha que ajuntou muito mel; tenho necessidade de mãos estendidas que a recebam. Mas, para isso, eu tenho de descer às profundezas, como tu o fazes na noite e mergulhas no mar… Como tu, eu também devo descer…
Abençoa, pois, a taça que deseja esvaziar-se de novo.
Fonte

Considero que é na trocas pessoais que  expandimos o nosso SER.

Como você se coloca diante desta afirmação?

Norma

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Identidade feminina

 

Artemis[1]

WEB

 

Há representações que historicamente constroem a opressão às mulheres

 

Ao nos determos no universo feminino (desejos, conflitos, conquistas e perdas) ao longo dos séculos, observa-se uma variedade de expressões deste lugar e das desigualdades de poder de gêneros que ainda impedem a busca pela felicidade, motor impulsionador da vida.

Algumas mulheres dedicam suas vidas a cuidarem dos pais e/ou filhos em tempo integral. Há aquelas que trabalham e dividem-se entre o lar e o   trabalho, carregando conflitos e culpas e, outras, que ficam imersas no trabalho relegando a terceiros a criação e educação dos filhos e distanciam-se do amor a si mesma. Na literatura, encontramos algumas importantes representações desta luta da mulher pelo encontro da sua identidade.

Nos anos 60, Clarice Lispector, em seu conto Amor, nos coloca diante da personagem Ana com sua realidade e seus conflitos internos.  Ana é dona de casa, casada, com dois filhos e satisfeita com a estabilidade de sua vida até o momento em que a visão de um homem cego lhe desperta a vontade de viver, passando, a partir deste momento, a ter conflito consigo mesma e tudo que representa para a sua família e a sociedade. Presa às convenções sociais, mesmo se percebendo de uma outra forma, não consegue se libertar e escolhe permanecer na estrutura anterior abandonando, assim, a chama da vida.

Em Memorial de Maria Moura, nos anos 90 , Rachel de Queiroz nos traz a representação da mulher do século XIX. A personagem Maria Moura contraria os costumes da época, na busca pelo domínio de suas terras e pela liberdade.

Mulher, que marcada por um trauma (psicológico) na infância, torna-se dura e forte a tal ponto que faz valer a sua vontade, apesar da sociedade machista em que vivia. Sai da casa que fora de sua família para seguir pelo sertão, espaço sem regras e destinado aos homens. Tenta se aproximar do modelo masculino, mas sua feminilidade no plano afetivo e sexual a deixa vulnerável, levando-a para a possível morte, prenunciada no final do romance.

A estas representações, podemos somar nossas experiências pessoais (anseios, realizações, conflitos e perdas) e refletir até que ponto os nossos comportamentos, as práticas sociais e nossos discursos ainda encontram-se submissos aos valores dominantes tradicionais. Como nos enxergamos?

 

Neste questionamento encontramos também no texto da Tatiana do blog perguntasempersposta   exemplos práticos da atualidade.

Norma Emiliano

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Cartas de amor

 

 

        

cartas                                                                            

 Imagem WEB

 

Houve um tempo em minha vida  que escrever cartas era  sensacional. E você teve este tempo?

Lembro-me que passei alguns meses trocando cartas “dengosas” com um rapaz que conheci em outro Estado. O momento da escrita era de enlevo, fazia rascunho,  revisava  imaginando como reagiria a cada palavra; a espera da resposta  era ansiosa; a leitura de suas cartas despertavam-me muita emoção.

Em outros momentos,  escrevia e não me importava se ela chegaria ao destinatário ou se ficaria entre meus pertences. Essas eram uma forma de expressar sentimentos que  nuna foram  revelados.

Foi-se o tempo e com elas as cartas de amor… Passamos a usar os e-mails, mensagens em tempo real  com muitos sentimentos e emoções.

Nas palavras de Rubens Alves, “a carta só tem sentido quando os dois estão separados. A carta é um sinal de solidão. A gente escreve não para dar informação. As informações não têm a menor importância, porque elas não fazem parte da essência da carta de amor. O que faz uma carta de amor é o fato de que um tocou aquela folha e o outro vai tocar a mesma folha de papel. Assim, você toca a carta, mas o outro não está lá. É por isso que a carta de amor tem essa beleza triste.”

 

Como você sente estas transformações??? Ganhamos/perdemos/ganhamos , o que?

 

 Norma

 

 

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Amores

 

 

 

Imagem Web
 
Os amores são como impérios: desaparecendo a idéia sobre  a qual foram construidos, morrem junto com ela. Milan Kundera  em a Insustentável Leveza do ser.

 

Norma

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Será verdade?

 

Reedição 

  sindorme-computador

 Imagem Internet

 

 Queridos leitores e amigos, recebi um e-mail com o seguinte titulo:

 

 VOCÊ SABE QUE  ESTÁ FICANDO LOUCO NO  SÉCULO XXI QUANDO:

  

  1.  Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na  mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular  na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as  compras;

3. Esquecendo seu celular em  casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e  volta para buscá-lo;

4. Você levanta  pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o  café;

5. Você conhece o significado de naum,  tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,…;

6.  Você não sabe o preço de um envelope comum; 

7. A maioria das piadas que você conhece,  você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho…); 

8. Você fala o nome da firma onde trabalha  quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o  celular !!);

Você digita o ‘0′ para  telefonar de sua casa;

10. Você vai ao  trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando  já escureceu de novo;

11. Quando seu  computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que  parou;

11. Você está lendo esta lista e está  concordando com a cabeça e sorrindo;

12.  Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que  a lista não tem o número 9;

13. Você  retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número  9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E agora você está rindo consigo mesmo

15.  Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem; 

16. Provavelmente agora você vai clicar no  botão ”Encaminhar”… É a vida…fazer o quê… foi o  que eu fiz  também…

 

ISTO  O  (A)  PREOCUPA??????

Norma

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O que escondemos de nós

Nosso corpo mostra em seus contornos e trejeitos a tela que pintamos nossa vida. Diante desta tela, vemos os pontos fortes e fracos da nossa personalidade.  Por outro lado, atraímos e expulsamos através dos espaços delimitados a outros corpos.

Nosso corpo nos revela o bem e o mal que nos chega  à  alma. Ele projeta o inconsciente. Sua comunicação se faz através de sensações ora agradáveis, ora doloridas. Todos os nossos sentimentos, afetos e emoções tomam conta das nossas células.

Quando não consequimos expressar nossas emoções e administrar nossos conflitos internos,  armazemos tensões em nosso corpo, e surgem sintomas comunicando- nos que algo vai mal. O corpo entra em sofrimento com  feridas,  dores,  descontroles e descompensações orgânicas.  Há o desequilíbrio do corpo e da mente , dando origem as doenças psicossomáticas, e o indivíduo não consegue compreender os sofrimentos que vivencia.

Estudos já comprovaram que  as células  sofrem um controle contínuo por nosso Sistema de Defesa Imunológico que parece estar ligado às emoções e sentimentos. Assim,  o que escondemos  de nós mesmos  a  doença expressa  nos  leva ndo a ter de lidar e resolver o que nos  tolhe de sermos o que desejamos ser. Este é o caminho metafórico do corpo sinalizando que algo precisa ser feito.

Para ilustração dessa temática escolhi um trecho de uma leitura que fiz  “A Distãncia entre nós” de Thrity Umrigar.p.110

“O pensamento é imediatamente acompanhado por uma dor surda debaixo do ombro.É uma dor que não existe, sabe disso, uma dor psicossamática mas mesmo assim sente doer (…) Já tinham se passado  muitos anos desde o golpe que fez seu braço inchar e doer durante muitos dias.
Por outro lado, quem sabe?- talvez o corpo tenha a sua própria memória, como as linhas invisíveis dos meridianos de que os acumputuristas chineses sempre falam. Talvez o corpo não perca, talvez cada célula, cada músculo e cada fragmento do osso se lembre de cada golpe, de cada ataque sofrido. Talvez a dor da memória esteja codificada na nossa medula, e cada sofrimento rememorado naveque no nossa corrente sanquinia como um eixo duro e negro.
Afinal, o corpo, como Deus, anda por caminhos misteriosos.” 

O que você pensa sobre isto?  Você sabe reconhecer os sofrimentos que está vivenciando para além do seu corpo?

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Realidade

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É preciso ser um realista para descobrir a realidade.
É preciso ser um romantico para criá-la.

Fernando  Pessoa.

 

Acordou eufórico.  Tinha decidio viajar, mudar de vida, ir ao encontro das pessoas das quais tinha saudades acumuladas. A namorada, o seu amigo de infância, avós…

Diante da mala aberta,  separava as roupas  escolhendo-as cuidadosamente e combinando as peças. Uma alegria  lhe invadia,  antevendo o encontro que seria um recomeço do amor interrompido pela distância.

Nada mais o deteria, o emprego lhe dera muita experiência em sua área profissional, mas sentia- se árido. Os telefonemas e demais formas de comunicação não lhe traziam o toque e o olhar. Em sua decisão, a felicidade será construir sua vida junto a sua amada e seus demais entes queridos.

O que você pensa sobre o relato acima, considera-o coerente com a frase de Fernando Pessoa?

 

Norma

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Prazer

 

 

Em  nosso cotidiano, somos envolvidos em várias tarefas necessárias a nossa  sobrevivência e ao nosso viver.  Na maioria das vezes, realizamos ações automáticas  e não nos damos conta do sentimento.

Nossos sentimentos denunciam nossa forma de estar no mundo. A amiga Beth  ,  ontem, 22/11,  nos ofertou um post que nos leva a refletir sobre a  importãncia da conexão com a beleza da natureza. 

Estudos científicos já se detêm sobre a importância das sensações de prazer para a saúde  e, neste sentido trago- lhe as sequintes

Como você define prazer?  

Você se pergunta sobre o que poderia fazer para se agradar?

O sentir é subjetivo e não há como definir para o outro o prazer dele.  É certo que, hoje, a mídia tenta convencer aos indecisos que tipo de prazer ele merece. Porém,  a indução leva a excessos e a sentimentos posteriores de culpa.

Para muitos  é dificil, inclusive, entender a beleza de não se fazer nada, simplesmente relaxar.

Após esta reflexão, conte-nos qual o carinho que vai fazer hoje em VOCÊ?

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