“Canção de amor”

 

“Em cada Casa uma Canção, em cada Canção uma Saudade”  

 

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Conservatória, lugar das Canções de Amor,  nas Noites de Luar

 

Estive por estes dias em Conservatória, no Estado do Rio de Janeiro, situada a uma altitude de 518 metros. Limita-se com o estado de Minas Gerais, distritos de Santa Isabel do Rio Bonito, Parapeúna, Pentagna, Valença e com o município de Barra do Piraí.

Foi fundada em 1789. Dentre as histórias que justificam o  seu nome, a mais contada é que o lugar era  conhecido como “Conservatório dos índios, Araris.

Com a  colonização o povoado teve o  nome de Santo Antonio do Rio Bonito pelo rio que o atravessa e em homenagem ao padroeiro. Contudo, a tradição indigina marcou e o nome ficou sendo Conservatória.

A cultura do café foi a principal atividade econômica e as centenárias construções da vila, estilo colonial, foram preservadas e as ruas principais mantêm as pedras pé-de-moleque originais da construção. Por outro, lado a prosperidade econômica do séc. XIX deu origem a outra tradição da vila: serenatas, que são músicas cantadas sob o sereno, que se transformaram no principal ponto turístico da região.

Assim, encontra-se lá o Museu da Seresta que mantém viva uma página da cultura musical brasileira, reunindo os seresteiros todos os fins de semana (sextas e sábados) a partir das 23 horas, que de lá saem para cultivar o hábito.

São 132 anos de serenatas. Segundo a história esta  tradição nasceu com um romântico professor de música e tocador de violino, Andreas Schmidt, que, em uma noite enluarada no silêncio do vilarejo, atraiu espectadores e transformou em   rotina tocar seu violino na praça, nas noites estreladas. Com isto, pouco a pouco, músicos vindos de outros lugares passaram a acompanhar as serenatas do professor, e essa virou uma característica incorporada ao lugar.
 
Histórias de grandes paixão também são associadas à Conservatória.  Conta-se  que em 1938, um abastado fazendeiro de Santa Isabel, distrito vizinho, que vivia uma paixão não correspondida por uma moça de Conservatória, resolveu demonstrar seu amor conforme a tradição. Colocou seu piano de cauda em cima de um caminhão só para tocar e cantar sob a janela da amada. Segundo os boatos,  este gesto deu resultado, e a moça aceitou -o como esposo.

Esta é uma cidade que mantem suas características simples e tranquila, cujos moradores cultuam seus costumes e se reunem para preservar, principalmente,  as serestas que atraem os turistas.

Nos fins de semana, há uma feirinha de artesanato na pracinha perto do Empório, onde ficam expostos doces, chapéus, Cds, artesantos e licores.

Um dos símbolos da história do lugar encontra-se  na entrada na cidade: a antiga “Maria Fumaça”, da Rede Mineira de Viação, que puxava os vagões de passageiros e também o trem com a produção de café, hoje estacionada em frente à antiga Estação Ferroviária de Conservatória.

As cachoeiras, as fazendas  centárias (São Bernardo, Santa Clara, Florença, entre outras) com seus  encantos naturais, constituem outros pontos de atração aos visitantes.

 Conhecer esta cidade nos faz viajar no túnel do tempo e absorver o encantamento da vida através das beleza musical e das demais  artes locais.

Valeu a pena este passeio e recomendo.

 

 

Comments

  • chica
    Responder

    Já ouvi muito sobre lá mas não conheço e deve ser mesmo lindo

    !Coisa boa,não?

    um beijo, obrigado pelo carinho sempre,chica

  • Heloisa
    Responder

    Norma,
    Sempre tive vontade de conhecer Conservatória.
    Quem sabe agora, lendo sua descrição tão atraente, eu dou um jeitinho de matar minha vontade.

    Se você puder, dê uma passadinha no meu blog e me diga o que você acha sobre “Velhice e mimos”.

    Beijos.

  • Meri Pellens
    Responder

    Cada lugar seus encantos… Como é bom conhecer novos lugares.
    Beijo, querida Norma.

  • Yoyo
    Responder

    Já ouvi falar maravilhas desse lugar.Espero um dia poder conhecê-lo.
    beijão querida
    Saudades de você

  • Beth Q.
    Responder

    Ah, que doce recordação!
    Quando filho era pequenos fomos por duas vezes e ficávamos no Vilarejo que ele adorava e nós descansávamos, à noite era só ir pra rua atrás das músicas e tocadores de viola.
    Há uns 3 anos, fomos e levamos minha mãe que também se encantou.
    Lugar gostoso para refrescar o espírito e relembrar músicas de um tempo bom.
    beijos cariocas

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