Abraçamento

Abraçamento:  ato ou efeito de abraçar. Post inspirado na leitura da crônica de Marina Colassanti , O passado não passa“.

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Ao ler a crônica de Marina Colassanti, “O passado não passa” reportei-me a minha trajetória e constatei que tenho pessoas com quem ainda posso ou poderia compartilhar momentos da minha.infância e da adolescência, mas também observei o quanto é difícil termos esse encontro íntimo e significativo de resgate de afetos e histórias.
 
No meu aniversário tive uma intensa alegria por poder reunir várias pessoas de convívio de várias etapas da minha vida. Não houve pausa para conversa, mas o ar exalava os afetos e fui enlaçada nesta atmosfera e me senti, sinto me muito grata por este abraço coletivo que me aninhou no AMOR.
Nesta breve passagem pela vida cruzamos com várias pessoas, algumas permanecem, outras se vão. Tenho como forma de ser, buscar cultivar meus encontros e quando há reciprocidade, adubo suficiente, manter vivo o relacionamento.
Entre as necessidades humanas encontram-se o amor e a conexão (pertencimento). Desde o nascimento o ser humano necessita de amor para sobreviver.  Todos temos necessidades, as diferenças encontram-se na forma como cada um irá atendê-las. De forma consciente ou inconsciente agimos neste sentido.
Cresci numa grande família, com frequentes encontro das várias gerações, o que era usual em outros séculos. Contudo, cada vez mais os encontros são escassos, as famílias transformaram-se. Não tenho mais aquela extensa rede,  porém movimento-me em direção aos grupos de amizades, estudos, entre outros, tenho satisfações profissionais nos  atendimentos de famílias, enfim crio a minha própria rede.
O  sentimento de pertencer  dá sentido à vida, é sentir ser tocado e tocar ao outro;  ser o melhor que se pode ser para que com as ações contribuam com a evolução humana.

Comments

  • chica
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    Que lindo teu depoimento,Norma…Os tempos mudam e nós precisamos nos adaptar … As famílias também mudam, cada um com suas atividades e o tempo por vezes escasso… Amigos, quase não me reúno ,apenas esporádicos encontros e quando acontecem são legais,mas…à saída, as promessas de novos encontros que acabam sendo adiados e por fim, esquecidos! Linda semana! beijos, chica

  • Graça Pires
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    Gostei muito do seu texto.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

  • Roselia Bezerra
    Responder

    Boa tarde, Querida amiga Norma!
    Hoje em dia primo muito mais pela qualidade dos laços do que fazia antes …
    Famílias perdem seus membros e laços vão sendo cortados.
    Os amigos vão fazendo as vezes da família e os poucos familiares que ficam até o fim são um abraço calórico em nosso .
    Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados!
    Sinta-se abraçada.
    Bjm fraterno e carinhoso de paz e bem

  • taislc
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    Oi, Norma, muita verdade no seu texto, nada é como antes que tínhamos tempo (?) e vontade para voos amigos. Hoje não; vejo familiares distantes, amigas distantes, todos numa vida hiper movimentada etc e tal. Sabemos que o negócio é outro, o ser humano se enclausurou nos seus vícios e é assim que seguirá o curso, com mais invenções que isolam cada vez mais o indivíduo de seus sentimentos, de suas necessidades afetivas. Estamos muito juntos, mas muito separados.
    Ótimo texto, o qual você é especialista.
    Beijo, boa semana!

  • Ailime
    Responder

    Boa tarde Norma,
    Um texto/reflexão que me deixou maravilhada pela forma como abordou este tema dos relacionamentos familiares, mas também os outros que nos dão prazer e alegria.
    O amor nas famílias ou melhor a união nas famílias tem decaído devido ao fechamento dos seus membros.
    Então temos mesmo que valorizar quem interage connosco e nos brinda com seu carinho e simpatia e estou a falar da net onde tenho encontrado muita amizade sincera, onde incluo a querida Norma,
    Muito obrigada.
    Beijinhos,
    Ailime

  • toninhobira
    Responder

    Que linda externação de um sentimento, que bem sei se mistura e ou se define por saudades. A um longo tempo escrevi sobre minhas saudades, depois de longo tempo já longe de tudo aquilo que vivi e me pertencia. Dizia, que eu carregava um embornal de saudades, com cor, cheiro e sabores e assim eu sempre enfiava a mão no embornal e sacava de lá uma saudade, que vinha com lembranças que me acariciavam e me ajudavam a viver este distanciamento. Aqui lendo me vi de novo com meu embornal de brim cáqui.
    Bonito Norma e ao mesmo tempo melancólico este sentir de perda de algo muito que vivemos e ao mesmo tempo belo este renascer em recriar grupos e modos de sentirmos pertencidos e assim felizes.
    Gostei.
    Beijo e que a semana seja leve e alegre.

  • Norma Emiliano
    Responder

    Como é bom estar na blogosfera, espaço de interação, afetos e reconhecimentos. Este texto foi escrito pelo coração e os comentários têm me confirmado a importância de persistir com o pensandoemfamilia. Gratidão.

  • Lúcia Silva
    Responder

    Um texto bem reflexivo e expressando o valor desse entrelaçamento de corações, por meio da amizade, seja virtual ou não, é maravilhoso esse conviver com o outro.
    Beijos carinhosos!

  • Majo Dutra
    Responder

    Sinto-me em sintonia tanto com a mensagem do seu excelente texto, como do seu, não menos primoroso, comentário.
    De facto, a blogosfera possibilitou alargar o leque de amizades, com a vantagem de, ‘a priori’ já conhecermos os seus interesses e podermos descobrir afinidades.
    Terno abraço.
    ~~~

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