Archive for fevereiro, 2012

Você Pergunta – 15

Eu respondo

Este post faz parte de um projeto, assim sendo dirijo-me a pessoa responsável pela pergunta, mas de forma a trazer reflexão para outras pessoas que se interessarem em ler.


“Após muitos anos de um casamento para mim perfeito, mas para ele não, pois houve traição, apesar que não confirmada físicamente, mas financeiramente sim. Ele criou uma sociedade com outra mulher sem me consultar e ainda viajou para tratar de negócios sem que eu soubesse que ela também iria. A dor que estou sentido é muito grande, não consigo dormir, sinto fala de apetite, até vontade de morrer em alguns momentos. Preciso sair desse estado, pois tenho duas filhas adolescentes e quero mostrar que sou forte,  mas tá muito difícil. Estou sufocada.  O que fazer?”

Esta é uma pergunta generalizada e, portanto, não caracteriza nenhum estudo da situação. Este é um post  informativo a partir do que foi perguntado.

Normalmente,  após uma traição, seja de que espécie for,  os casais vão necessitar de ajuda terapêutica para que possam entender  o processo relacional que favoreceu à  situação. Para se manter  a relação é preciso “virar a página” e  isto  requer etapas a serem vencidas, por ambos,  para que  haja  o perdão do ato  e se possa seguir em frente.  De acordo com Hargrave (1994), autor de um dos modelos do perdão,  “desculpar/absolver inclui conquistar uma percepção e um entendimento do motivo por trás da traição”.

A traição provoca muitos sentimentos, pensamentos e comportamentos negativos. A  separação envolve  o processo de  luto. É normal nas semanas seguintes essa sensação da perda e descontrole emocional. É necessário deixar fluir os sentimentos e desabafar, seja por choro ou palavras, mas  sem rancor.  Este momento não  é  propício para tomar decisões importantes. Aos poucos poderá ir retomando suas rotinas .

Recaídas do sentimento de perda é comum,  principalmente em eventos marcantes da história do casal. Feridas custam a cicatrizar e cabe assinalar que outras pessoas podem fazer parte do seu universo pessoal . Em outro momento,  vai reconhecer que conseguirá sobreviver e renascer para novas oportunidades.

É importante, para os filhos, que o casal não perca o respeito e o tratamento se mantenha sem ofensas. Havendo a separação a família nuclear deixa de existir, mas as relações mãe e filhos / pai e filhos permanecem e a relação parental se mantém.

Norma

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Uma declaração do amor

a-invencao-de-hugo-cabretImagem google

Você acha que tem uma função na vida?

O filme em 3D,  “A invenção de Hugo Cabret”,  do diretor Martin Scorsese,  nos coloca diante desta temática.  É uma adaptação do  livro  premeado de mesmo nome do norte-americano Brian Selznick.

A história se passa na década de 30,  mostra a magia do cinema entremeada a vida de um órfão de 12 anos,  Hugo Cabret (Asa Butterfield),  que após a morte de seu pai  (Jude Law, relojoeiro,  mora dentro dos relógios de uma estação de trem em Paris, tendo como seu bem mais precioso um robô deixado por  seu pai.

As críticas se detém nos efeitos especiais da filmagem, mas considero que o resgate de parte da história do cinema,  valorização da leitura e a mistura do real e da fantasia são pontos relevantes,  bem como a sua mensagem final:  Hugo diz ao que veio.

Muitos dos críticos consideram também  o filme uma declaração de amor do cineasta Martin Scorsese  a sua profissão.

Eu recomendo.

Norma

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Saudosamente

saudadeImagem google

Onde mora esta saudade?
No vivido? No desejo?
Estranho! estranho sentir
Da angustiante inexistência.

Que caminhos sãos estes?
Estreitas alamedas da vida.
Perante a ti!
insólitos momentos.

Nada a reviver
de encanto e de espetacular
do sentir teimoso do sonhador.
que no horizonte busca amar.

Amor do infinito estrelar
Brilha longe no desejo perto.
Luar de sombras refletidas
Perdidas, sem nunca
Se encontrarem.

Na noite replicam estrelas
No dia o sol reluzente
Na alma o desejo ardente
Teimoso, cadente
Na espreita do encontrar.

Norma Emiliano

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Convite especial

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Ah! o amor. Amar e ser amado.

No post anterior, observamos a dificuldade no expressar e  reconhecer o amor, uma vez que só reconhecemos de imediato o  que nos é familiar.

Amor é uma palavra universal, contudo singular em sua expressão. A proposição desta série é que você mostre,  na modalidade que desejar  (prosa, conto, versos, entre outras) de preferência da sua autoria,  como você se sente amada (o).

Deixe aqui registrado seu interesse e envie para o meu e-mail sua participação até o dia 02/03.  A postagem será por órdem de chegada.

Vamos navegar pelas ondas magnéticas deste sentimento que  por sua subjetividade pode  levar  aos desencontros, mas que neste espaço se propõe a favorecer  o  ENCONTRO seu  e  entre  nós.

Sua participação e divulgação são  vitais  para o sucesso desta série.

Norma

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Sem palavras

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Imagem google

Desde que a conhecera sentiu algo diferente e ela não saia de seu pensamento. Moravam próximos e estudavam no mesmo colégio, algumas vezes se falavam, mas percebia que ela não entendia que ele estava gostando dela.

No decorrer do tempo, ao invés de aproximação, aconteceram fatos que ela considerou inadequados e procurou não alimentar a primeira impressão (gentil e sincero) que tivera dele quando admiravam a figueira da rua que seria substituída por uma construção.

Por mais que ele fizesse não conseguia expressar seu amor. A distância aumentava entre eles. Fez uma primeira tentativa de beija – lá, sendo totalmente rejeitado.

Ela não entendeu aquela atitude pública,   correu e passou dias sem atender seus insistentes pedidos para conversarem.

Certa manha de domingo, ao olhar pela janela, o vê cavando um buraco e plantando uma árvore, uma figueira. Sorriu contente com sua declaração de amor.

Recortes do filme  Primeiro Amor.

Você já teve alguma experiência, na qual teve dificuldades de demonstrar o seu afeto?


Gostaria de participar de uma série cujo título será- Formas de amar, respondendo a pergunta:  Como me sinto amada (o)? Então aguarde o convite.


Norma

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Vem passear

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Você conhece Miguel Pereira?

É um municipio do Estado do Rio de Janeiro,  localizado no flanco mais interno da Serra do Tinguá.   Saiba sobre sua   história  aqui .

O Município divide- se em três distritos e estes se dividem em bairros.  Miguel Pereira (sede), Governador Portela (2º distrito) e Conrado (3º distrito).

Sua área é de 287 Km² numa altitude de 618 m do nível do mar, tendo cerca de  27 0000 habitantes.

A primeira atração é o caminho da serra, sua estrada ladeada por árvores.

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SAM_2526Primeira parada

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Parada para almoço

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Percorrendo o centro da cidade

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Igreja Matriz

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Praça

Colagem do Picnik

Estação de Trem Barão Javary

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Lago Javary

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Passear é desfrutar as singularidades de cada local e isto é um dos meus prazeres na vida.

Norma

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“Escravo da alegria”

Pensando em amor, alegria e carnaval considerei de “bom tom”  recordar este belo samba.

Escravo da alegria


A música dos anos 80,  “Escravo da alegria”  é um samba composto por Mutinho e Toquinho que  teve como inspiração a frase de um parachoque de caminhão.  Fonte

“Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.”

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Imagem google

Bom Carnaval


Norma

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Em tempo de carnaval

Tenho boas lembranças dos carnavais da minha juventude. Amanhecer de alegria ao pensar na folia. Nos dias de carnaval, as fantasias tomavam conta da vida. Muitas cores, confetes  e sepentinas cruzavam as ruas e os clubes. Dos blocos aos grupos de folia, tudo em plena harmonia. Porém,  Carnaval é sinônimo de sonho (fantasia) e  amor passageiro trazidos  em versos pelos poetas.

Vamos a algumas dessas inspirações.

confetes-serpentinas

Imagem Google


“Carnaval “

Ela passou na minha vida vazia
de boêmio e sentimental,
como passa num ano de tristeza
o relâmpago de alegria
do carnaval…

Seus braços me envolveram como serpentinas
frágeis, de papel,
e se romperam como as serpentinas
que se arrebentam quando o vento sopra
e se soltam no céu….

Ela passou na minha vida, assim,
tal como passa na monotonia
de uma existência banal,
a furtiva beleza e a loucura de um dia
de carnaval !…

Nossa história, – o romance desse dia
sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme,
nem podemos lembrar,

teve o destino irreal de toda fantasia
e a existência de um jato de lança-perfume
atravessando no ar…

O nome dela, não sei;
ela não sabe o meu, – que importa ? – não faz mal…
- Não fôssemos nós dois apenas fantasias
não fosse a nossa história apenas carnaval !…

J.G. de Araújo Jorge


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É Carnaval…



É carnaval!?
Caem as máscaras
Emergem os sonhos
Cessa a agonia…

Vejo pierrots e Colombinas…
Experimento a embriagues
Das utopias.

Encontro-me num mundo
De palhaços e Arlequins…
O céu tocou a terra
E os anjos fizeram-se arautos da
Sobriedade…

Caio por terra. Meus olhos turvam, meus
músculos retesam-se.
De repente, num lampejo de
Razão estou de volta
A realidade;
Esvaio-me em prantos e penso:

Ano que vem tem mais!

Fábio Guedes

Para você o que o carnaval inspira?

Norma

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