Archive for julho, 2010

Dar e receber

egocentrismo

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A  GAIVOTA

 

Uma bela gaivota chegou à capital do reino, deu voltas ao seu redor e foi pousar numa das ruas da cidade. O acontecimento chegou aos ouvidos do governador. Ligeiro, este foi dar-lhe as boas-vindas e ordenou ainda que preparassem uma festa especial para a distinta visita. Pensou que a gaivota merecia, no mínimo, que a sua chegada fosse celebrada no interior de um templo.

Chegou o dia, a gaivota foi conduzida ao templo. Em sua honra começaram a tocar os melhores músicos, mas os sons que produziam, confundiam e perturbavam o animal. Para lhe prestar homenagem, queimou-se incenso da melhor qualidade, mas o seu aroma penetrante enjoava a ave. Celebraram-se prolongados rituais litúrgicos, mas como a gaivota não os entendia, eram-lhe insuportáveis e esgotantes. Após a cerimónia, foi obrigada a ingerir, contra a sua vontade, variados elementos condimentados e fortes licores. Mas, além de tudo isto, a celebração prolongou-se vários dias e a gaivota teve de se submeter ao mesmo programa em cada um deles. O animal foi ficando muito triste, fraco e melancólico. E antes de finalizar o tempo dedicado a honrá-la, o seu coração deteve-se para sempre.

Moral:

É preciso sermos especialmente cuidadosos e sensíveis para dar aos outros o que eles desejam verdadeiramente, e não o que nós pensamos que desejam de acordo com as nossas atitudes egocêntricas e os nossos padrões, ou com o que nós gostávamos que desejassem. Se uma ave, com as suas melhores intenções, der um passeio pelos ares com um peixe, as consequências são desastrosas, apesar das intenções.

Fonte

Os melhores contos espirituais do Oriente, de Ramiro Calle

 

Você já passou por uma experiência como esta?

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“Quem és deixa marcas”

 

Criando Laços

laços

 

 

Esse selo representa o prazer de pertencer ao grupo de leitores  do blog Tantos caminhos  da amiga Isadora  que nos repassou a faixa azul símbolizando:  “Quem és, deixa marca!!”

Agradeço o carinho e expresso minha alegria por estar fazendo o que mais gosto de  cultivar: criar laços, criar elos.

Norma

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Carícia

 

caricia

 

“A carícia é uma mão revestida de paciência que toca
  sem ferir e solta para permitir a mobilidade
  do ser com quem entramos em contato.”

Luis Carlos Restrepo – “O Direito à Ternura

É  AMOR

É  EMPATIA

Bom final de semana

 

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Demolições e histórias

 

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 Quem não se recorda de sua primeira moradia? São lembranças preciosas de momentos de descobertas, de intensidade de emoções. Móveis, quadros, objetos e cômodos ficam tão registrados no inconsciente que ao se fecharem os olhos, ao se recordarem cenas familiares antigas, é possível sentir cheiros e ouvir ruídos. Enfim, são memórias de um tempo, marcas de uma história. Para Bachelard (1990. p.89) “é impossível escrever a história do inconsciente humano sem escrever uma história da casa”. A memória constitui-se através da relação significativa com parentes, vizinhos, pelos objetos pessoais, livros etc.. É um fenômeno construído socialmente.

Hoje, é impressionante o número de residências, casas antigas colocadas abaixo em nome da modernidade. As marretas e tratores ensurdecem os ouvidos e doem na alma. Os edifícios tomam seus espaços. A importância histórico-arquitetônica não é valorizada e as famílias, sem se darem conta, perdem parte das suas histórias. Por outro lado, não há interesse do poder público em relação à qualidade de vida da comunidade nem à memória histórica, bem como  não há um correlato planejamento urbano (esgoto, alargamento das ruas).
 
Que caminhos trilhados são esses?  A sociedade passivamente acompanha as derrubadas; algumas pessoas utilizam, hoje, para o comércio (do designer ao comércio de objetos e à realização de eventos) belas mansões que no passado pertenciam às famílias tradicionais. Essas moradias poderiam ser restauradas e funcionarem como espaço cultural. È lamentável constatar a perda da memória histórica, da inexistência de registros dos antigos imóveis.

A localização de uma lembrança “necessita o desenrolar fios de meadas diversas, pois ela é um ponto de encontro de vários caminhos, é um ponto complexo de convergência dos muitos planos do nosso passado” (Bosi, 1994, p. 413). Dessa forma, tudo isso me remete às dores observadas em algumas pessoas e famílias, quando por exemplo, após a morte de ancestrais, ocorre  venda da casa pelos filhos. Quanto sofrimento ao abandonar suas recordações! Na realidade as demolições nos reportam ao desgaste de um tempo, à morte daqueles que ardentemente desejamos manter na memória. Na “memória emocional vivemos como se todos que amamos devessem, no fastígio da nossa idade, viver juntos, morar juntos” (Bachelard, 1988, p. 116).

 

Referências

BACHELARD, Gaston. A Poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
___________________A Terra e os devaneios do repouso: ensaio sobre as imagens da intimidade. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Cia. das Letras, 1994.

 Norma

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Vínculos

 

ARVORE DE GIBRAN

 Google Imagem

 

Sonhos Originais

 

Houve uma época
Em que éramos apenas sonhos.
Enquanto sonhos,
Habitávamos o corpo e a mente de nossos pais,
Vagos, imprecisos em nossas formas,
Em nosso vi-a-ser.

Dentre tantos sonhos  que se foram,
Este sonho foi pinçado pela destino,
Em um momento mágico,
No qual o que estava preso desprendeu-se
Deslocou-se,
Encontrou-se,
Fundiu-se,
Modificou-se,
Aninhou-se,
Desenvolveu-se,
Até o ponto em que novamente lhe foi possível.
Desprender-se,
Deslocar-se,
Encontrar-se,
Fundir-se,
Modificar-se,
Aninhar-se,
Desprender-se…

   Em um ciclo que se repete
Enquanto a vida durar,
Para que a vida permaneça viva  e livre.

Assim somos nós,
Que tivemos a aventura de nascer
E de aqui estar:
Para podermos alçar vôo
Necessitamos estar ligados.
E, para seguirmos confortavelmente ligados,
precisamos ser capazes de estarmos sós,
Cientes e confiantes em nossa unidade
-unidade em comunhão-

 

Iara C. Anton in  Homem e Mulher. Seus Vínculos  Secretos

 

Em sua experiência pessoal , como são os seus vínculos familiares; há espaço para estar junto e estar separado?

Norma

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Coletiva- 8ª edição do Onde as palavras se sobrepõe

 

TAREFA:”O melhor sentimento do mundo é aquele que você tem quando descobre que a pessoa que você gosta, também gosta de você.”

 

UMA  SIMPLES  HISTÓRIA DE AMOR

 

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 O melhor sentimento do mundo é aquele que você tem quando descobre que a pessoa que voce gosta, também gosta de você.”

Quando o viu, sentiu- se enfeitiçada! Olhos amendoados, penetrantes e sorriso largo.

Aos 13 anos, faceira e  sonhadora,  não via o momento de amar e ser amada. Eram vários os meninos da rua  que a rodeavam, mas ninguém a interessava.

Ah! Aquele moreno, sim. Quem seria?

Certo dia, encontrava-se numa festinha, na casa de uma colega de sua amiga, quando o viu chegar com outros meninos. A música que tocava, do Chico Buarque, já dizia: quem é você? Adivinha se gosta de mim…Tudo conspirava.

Passou a noite a olhar furtivamente para  onde ele se encontrava. Não houve nenhuma oportunidade de se aproximar.
Fim de festa, e o viu partir. Algo com ele se ia, mas o quê ? Nem falara com ele.

Passaram – se os dias, e não o tirava dos pensamentos. Resolveu pedir socorro à amiga. Pediu-lhe que se informasse quem era o rapaz e onde o encontraria. Mas não teve respostas.

O tempo passou, mas nos seus sonhos ele era uma constante. Conheceu outros meninos, começou a namorar alguns que nada  lhe despertavam.

Após quatro anos, ao ingressar na faculdade, assim que entrara no pátio, tropeçou e deixou seus pertences cairem e, para sua surpresa, ao se abaixar,  deparou-se com os olhos amendoados de alguém que tentava ajudá-la. O coração disparou! Levantou-se e agradeceu com a voz trêmula. Era ele, certamente era ele. Não o deixaria sumir, pensou. Viu, atentamente ele se distanciar e parar no refeitório. Foi até lá, comprou um lanche e sentou-se na mesa próxima a ele. Pouco depois, ele se aproximou e perguntou-lhe sobre o curso de matemática. Para sua satisfação, constatou que ele estaria no mesmo curso que ela. Despediram-se, pois as aulas só começariam no próximo mês.

Esperou ansiosamente. Neste dia, esmerou-se ao se arrumar.  Iria encontrá-lo.

Os dias, semanas e meses se passaram e as conversas entre eles eram constantes e foram sendo acrescidas de telefonemas. Ela estava apaixonada, mas não sabia o que ele sentia. Era gentil, mas muito tímido. Sabia que ele gostava de conversar com ela.

Passava os dias contando as horas para estar e conversar com ele. Sentia-se feliz, os olhos brilhavam, a ponto das amigas repararem sua euforia. Ah! Era o amor brotando e querendo se expandir.

Hoje, recordando esses fatos, após 50 anos de casada, uma intensa emoção toma conta do seu ser. Sim, ele também se apaixonou e, hoje, vão festejar esse encontro de amor – a luz de velas -  que tem sido construído com confiança, afetividade e respeito e expandido através dos filhos e dos netos.

 

Essa é minha participação na 8ª edição  do ONDE AS PALAVRAS SE SOBREPÕE

 

Norma Emiliano

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Selo amigo

 

Compartilho o carinho recebido.

Obrigada Sandra.

Amigos são poemas

 

 MENSAGEM  DE  AMIZADE

Para meus amigos virtuais e reais.

 

 jcardellis | 6 de janeiro de 2009

 

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que podemos crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendemos a perceber e a valorizar os encontros e as amizades..

FELIZ DIA DO AMIGO

Norma

 

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