Archive for maio, 2010

Blogagem Coletiva- Colorindo a vida

Dando continuidade a excelente  proposta da Glorinha do Café com bolo, enfatizo, hoje, minha cor preferida,  vermelho, cor da paixão.

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Não entendo a vida sem paixão, entrega de corpo e alma  ao que faço. Também,  associo ao coração que pulsa forte quando me emociono.

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Por falar em emoção, recordo-me do por do sol  em um dia  que encontrava-me  numa fazenda com a minha família em plena harmonia. As crianças corriam e brincavam alegremente, os passarinhos entoavam seu canto  e , nós,  casal enamorado, comtemplávamos e vivenciávamos  aquela paisagem de amor e beleza indescritível. A vida no tom do AMOR.

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Pois então,  falar em casal,  família  e amor é também  deter-me na minha prática profissional que me faz vibrar com as histórias de vida contadas, recursos preciosos  para caminharmos em direção ao bem-estar e a qualidade de vida.

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Família e profissão, paixão  e dedicação, emoção e ação.  Assim caminho,  pensando que mesmo priorizando o vermelho, há os diversos tons que aqui e ali  pintam meu cotidiano.

Cotidiano que, hoje,  vem sendo pincelado por novas pessoas.  Pessoas talentosas, que com suas habilidades e diversidade,  fazem um arco-íris maravilhoso na minha  telinha.

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Desta forma,  registro uma  HOMENAGEM  A BLOGOSFERA, que com suas idéias, esperanças, alegrias e tristeza, compartilha, acolhe e emociona.  Enfim, acelera os  nossos corações e preenche de afeto a vida de muitas pessoas.

Para todos,  os meus aplausos.

palmas

Com carinho.

Em especial para você que  se encontra aqui e agora.

Norma

Todas as imagens são da internet.

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Pausa

 

Parafraseando Clarice  Lispector

Penso que sábado é a rosa da semana.

 

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ladysaigon — 18 de julho de 2007

Notificação Importante

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ASCOM- Ministério do Meio Ambiente

 

Dia Mundial da Biodiversidade é comemorado em 15 zoológicos brasileiros

 

Saiba sobre as  atividades realizadas  com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, hoje ( 22/05),  com o objetivo de chamar a atenção de crianças e adultos para a importância da proteção da biodiversidade brasileira.

Acesse:

http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=5791

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Ser invisível

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Imagem google

 

 

O indivíduo superficial e inexpressivo, sem sentido de vida, percebe-se mais pelos objetos desejados que incorpora do que pelas relações que estabelece.

O pertencimento é invólucro vital do bem-estar do ser humano. A inserção do homem no mundo é realizada por redes que lhe dão suporte físico e emocional à construção da sua identidade. É na relação entre o eu e o outro que se constrói a identidade do eu.  Em suas diversas interações o indivíduo aprende a lidar consigo mesmo e com a vida e é através do outro que se realiza o reconhecimento. Contudo, hoje, para muitos é difícil responder: “Quem sou eu?”.

As últimas décadas trouxeram importantes transformações em todos os âmbitos: informação em tempo real, globalização da economia, realidade virtual, da Internet, etc., acarretando pouca solidez e permanência nesse mundo globalizado (Hall, 2002; Woodward, 2000). A atualidade apresenta uma mudança na estrutura das relações e de reconhecimento provocando sentimentos de angústia, solidão e, muitas vezes, de humilhação.

A mediação da vida social pelo mercado global de lugares, estilos e imagens, pelos sistemas de comunicação interligados e pelas viagens internacionais tornam as identidades cada vez mais desvinculadas. A partir dessa premissa todos são invisíveis até que as singularidades sejam reveladas. Por outro lado, o consumismo e a influência da mídia imprimem novos valores e as pessoas passam a ter destaque, a serem reconhecidas por aquilo que consomem.
 
Nessa perspectiva, a identidade para existir depende de algo fora dela, que forneça condições de ela existir, sendo assim, marcada pela diferença e mantida pela exclusão demarcando-se a oposição entre nós/eles; eu/outro.  Nesse contexto, como existir a conexão e o reconhecimento do si mesmo e do outro? Quanto se deixa de ver em relação ao que acontece consigo próprio, ao redor e com o outro ao seu lado? Dessa forma, surgem muitas questões e conflitos intra e interpessoais, os relacionamentos tornam-se efêmeros e descartáveis e  as pessoas tornam-se invisíveis.

São muitos estímulos, informações e demandas, o homem se perde da condição humana de “poder ver além” do que as pessoas são, no mundo aparentemente visível, ver além do que as outras pessoas são capazes, na invisibilidade da aparência.  A invisibilidade marca esses tempos, urge um repensar sobre a crença de que os culpados são sempre os outros, quando na realidade todos são  (co)-responsáveis.

 Diante de tantas poluições o olhar perde a pureza curiosa da criança. E resgatando as palavras de Padre Antonio Vieira “ o maior apetite do homem é desejar ser. Se os olhos vêem com amor o que não é, tem ser”.

 

Referência bibliográfica

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: ____. Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 7- 71.

Norma Emiliano

 

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“O sorvete”

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“Quando chegamos ao colégio em 1916, a capital tinha apenas cinqüenta mil habitantes. Algum comércio, entre eles um cinema, e uma confeitaria.

Eu tinha onze anos, e Joel treze, o que dava a ele uma autoridade natural sobre mim. Um irmão, um exemplo, protetor. Fui ao colégio por uma idéia de meu pai, o Coronel Juca, dos Caldeira Lemos, o que achou correto também a seu filho, os Mendonça. Tínhamos apenas um dia livre, o domingo, isto se mostrássemos bom comportamento durante a semana. O dinheiro era pouco, por recomendação do próprio internato aos pais, e ficava às suas mãos.

Em certo domingo em meio ao passeio, pouco antes de entrarmos ao cinema, visitamos a confeitaria. Escrito com giz branco em um quadro negro: “ Hoje, Delicioso sorvete de abacaxi; Especialidade da casa; Hoje! ” O anúncio cativou-me, de tal forma que me emocionou. Mostrei a Joel o escrito a giz, ele pareceu indiferente, mas sabia que também havia sido tocado, com a idéia súbita de tomar sorvete de abacaxi.

Porém como havíamos combinado ir ao cinema, Joel disse:

- “ A gente já tinha resolvido ir ao cinema, agora o jeito é ir. O sorvete fica para o domingo que vem. ”

O filme não guardava nossa atenção. Eu observando em Joel algum sinal de frustração. Não sei se por arrependimento; insatisfação, aventura, ou volubilidade, falou-me:

-   ‘Vamos lá, vamos?…’

Fomos. Nunca havíamos sequer experimentado uma pedra de gelo na boca. O garçom colocou sobre uma toalhinha dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, e duas pequenas taças de vidro, em cada uma meia esfera de algo brilhante.

Que decepção. Foi horrível. Em nossas faces toda a expectativa desfez-se. Nos rostos a expressão do asco. Nenhum vestígio de abacaxi, só a dor causada pelo frio.

 De repente perante os olhares maliciosos dos freqüentadores, do garçom, do caixa: Eram só cobrança, quase de uma natureza moral…

 Desisti antes de Joel à dor de tal coisa gelada. Porém em função de nossos nomes, daquilo que recebemos no berço, e que temos o dever de perpetuar junto a nossos filhos -  Joel: “ Acabe com isso se não quer ficar desmoralizado. ”

A situação mudara um pouco, tomar o sorvete, do qual se perdeu todo o lirismo, transformado em dor, era agora uma obrigação. E assim o fizemos, tomamos, o mais rápido que podíamos.

 Ao acabarmos os olhos de Joel eram outros, agora aprobativo e cordial. O garçom aproximou-se, Joel perguntou quanto era.

            O dinheiro faltou.

Autor Carlos Drummond de Andrade – em Antologia de Contos Brasileiros

Fonte

Resumo por Fernao Cordeiro  em http://pt.shvoong.com/books/novel-novella/1839697-sorvete/

 

A adolescência é um momento de descoberta e definição da identidade.  O medo da opinião do outro caracteriza esta fase da vida. Neste conto, podemos identificar o dilema dos jóvens despertados pela curiosidade e consequentes sentimentos:   expectativa, decepção,  frustração, vergonha  e sofrimento.

Você teria em sua história algo semelhante para compartilhar?

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Decisões

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A vida é uma eterna surpresa.

 

Em nosso cotidiano, temos várias tarefas a serem desempenhadas; algumas dessas são rotineiras, mas sem percebermos, estamos continuamente fazendo escolhas e, portanto, tomando decisões. No entanto, há momentos que essas nos parecem difíceis e angustiantes, provavelmente, porque ameaçam a trajetória já estabelecida.

Cada indivíduo vive o seu próprio mundo, que é reflexo do seu ambiente físico, social e da sua própria natureza biológica. Suas necessidades e desejos aparecem através de mudanças no ambiente físico, social e biológico. Contudo, a percepção individual da situação, a intenção e o significado são  fatores importantes para as mudanças.

Todas as escolhas geram conseqüências e em todas, temos ganhos e perdas. Reporto-me, neste sentido, a uma pessoa que aos 55 anos considerava que o tempo que lhe restava na vida deveria ser para poder usufruí – lo de forma mais livre, sem compromisso com os horários que o trabalho lhe impunha. Já poderia, pelo tempo de serviço, aposentar-se, mas não tinha certeza dos benefícios reais que esta poderia lhe proporcionar. Mantinha-se ocupada, útil e interagindo. Na manutenção da segurança do conhecido, uma mistura de medo pelo incerto e desejo de liberdade lhe tirava a tranqüilidade.

O conceito do vocábulo decisão é constituído por de (que vem do  latim caedere e significa parar, extrair, interromper) que se antepõe à palavra caedere (que significa cindir, cortar). Sendo assim, literalmente significa “parar de cortar” ou “deixar fluir” (Gomes L.; Gomes C.; Almeida, 2006).

O  desejo de controle, muito comum no ser humano, aje como freio que impede por vezes o deixar a vida fluir. Nas diversas etapas da vida humana,  os ciclos se sucedem. Algumas vezes, sem percerbermos, tentamos nos aprisionar à determinada fase ou situação  por apego ou medo do novo.

As possibilidades de escolhas existem, mas precisamos também perceber que entre o ato da decisão e a realização, há uma defasagem que depende de vários fatores e que nosso controle tem um raio de alcance.  Desta forma, precisamos tolerar certo grau de surpresas, de perdas, frustrações e permitir sermos simplesmente viajantes, pois como já nos dizia J. A Wanderley: A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da ação.

Apesar dos medos, das dúvidas e do novo, estamos sempre fazendo escolhas, mesmo quando permanecemos no conhecido. Nossas bagagens pessoais existem, porém podemos  reorganizá-las para novas aventuras. Criar asas para novos vôos.

Norma

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“Ou Isto Ou Aquilo”

 Ou-Isto-ou-aquilo 

 

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecilia Meireles

 

Indecisões quem não as tem??????  O que não é saudável é que  se transformem em  estagnação.

 

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Notificação Importante

 

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18 de Maio:  Dia Nacional de combate a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Este dia foi instituido em 2000 e  faz referência a um crime ocorrido no Espírito Santo, há 27 anos,  no qual  Araceli,  com oito anos de idade, foi violentada e assassinada.

Desde a criação da lei federal  nº 9.970/2000, a sociedade civil organizada promove atos de mobilização social e política  com objetivo  de conscientizar a população sobre a gravidade da violência sexual e impulsionar a implementação do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente, aprovado pelo CONANDA em 2000 no marco dos 10 anos do ECA.

Maiores informações em  http://www.comitenacional.org.br/

 

 

 

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