Archive for abril, 2010

Trabalho

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Para  MARX (1983, p.149), “[...] o trabalho revela o modo como o homem lida com a natureza, o processo de produção pelo qual ele sustenta a sua vida e, assim, põe a nu o modo de formação de suas relações sociais e das idéias que fluem destas“.

 

O mundo atual  nos impõe  a necessidade de uma reflexão sobre  trabalho e  cidadania.

O desemprego têm tido lugar de destaque no debates políticos e sindicais, bem como na imprensa, que nos fornece  estimativas do seu aumento até o final de 2010 ou mesmo até 2011.

O conceito de trabalho é histórico. A forma como o homem se organizou para produzir varia de época para época, tendo em vista os  diferentes contextos sócio-político-econômico-culturais. Hoje, a noção de  trabalho possui  uma estreita relação com o capitalismo, portanto vinculada  com as categorias tempo e dinheiro. (Gorz, 1988).

 Nas sociedades industriais modernas é a participação do indivíduo na produção social que  lhe confere poder social (Offe, 1985) e lhe dá acesso ao  poder político. Na sociedade atual centrada no mercado,  o emprego passa a ser o critério que define a  significação social dos indivíduos

Contudo,  o trabalho assalariado funcionando como o principal intrumento de integração social do indivíduo  é paradoxal,  uma vez que este tipo de trabalho está perdendo sua hegemonia como meio de inserção social.

No livro A desordem do trabalho, Mattoso(1996)  ressalta a insegurança do trabalho, inserindo nela a insegurança no mercado do trabalho, na contratação e na organização sindical.

Segundo estudos do próprio Ministério do Trabalho e Emprego, o índice de trabalhadores com carteira assinada está em declínio.  Por outro lado, também cresce  um segmento de trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada.

Portanto, utilizando-me de  palavras de Paulo Freire, (…) ”por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crítica, único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a atitude de simples ajustamento ou acomodação, aprendendo temas e tarefas de sua época. Esta, por outro lado, se realiza à proporção em que seus temas são captados e suas tarefas resolvidas.” (Paulo FREIRE. “Educação como prática da liberdade”, págs.41 a 44).

Referências

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 17 ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1986.

GORZ, Metarmofose do trabalho, 1988

MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. Trad. Maria Helena Barreiro Alves; revisão de Carlos Roberto F., 1983

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Uma flor para você

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Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas.
Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido…
E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.
Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente:
uma flor muito cara e raríssima, da qual havia apenas um exemplar em todo o mundo.
E disse à ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.
Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.
Ela chegou em casa e levou um susto! Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.

Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família.
Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.


Cuide das pessoas que você ama!

autor desconhecido

Fonte

http://www.emdr.com.br/metaforas3.htm#27

É no cotidiano que tecemos os fios da felicidade.  A família promove a  saúde dos seus membros  no cotidiano relacional.

Norma

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“Mudando seu estilo e Vida: Ser feliz e viver bem, é uma opção pessoal”

 

Conforme nos  revelam as pesquisas, a saúde  é uma das principais preocupações atuais da população e o médico cardiolista e pesquisador Fernando Antonio Lucchese  faz a associação entre saúde e felicidade .

Confira abaixo.

 

galerananet — 2 de outubro de 2008
 

 

Palestra FERNANDO LUCCHESE

Reprodução:

OUVIRAM FALAR DA RESSONÂNCIA SCHUMANN?

- O CENÁRIO-  As 3 Epidemias:

 Aterosclerose Depressão Neurose

- O RESULTADO:

70% das mortes ocorrem por:

Infarto
Acidentes Cerebrais
Câncer
Todos tem as mesmas causas

Causas de 70% das mortes
Emoções
Genética
O que comemos
O que bebemos
O que respiramos

- SAÚDE É O BEM-ESTAR:

 FÍSICO
 PSÍQUICO
 FAMILIAR
 FINANCEIRO
 PROFISSIONAL
AMBIENTAL
 ESPIRITUAL
 
- As Fases da Medicina

CORPO
MENTE
ESPÍRITO

- AS DOENÇAS DA ALMA CAUSAM DOENÇAS NO CORPO O TRIO MALÉFICO

RAIVA
INVEJA
VAIDADE

O Século XXI será o século mais religioso. Michael Novark New York Times – 24/05/1998
 

- Fatores que prolongam a vida

Assistência Médica – 10%
Genética – 17%
Meio Ambiente – 20%
Estilo de Vida – 53%
Stanford University

- ESTILO DE VIDA É A GESTÃO DO PRAZER E DA FELICIDADE.

A maior parte das atitudes para melhorar seu estilo de vida dependem só de:
 
Decisão
Gerenciamento
e não de Dinheiro.
 
- Para Viver 100 Anos:

Glicose Normal
Pressão Arterial Normal
Colesterol Normal
Ser Magro
Exercitar-se

A longevidade não tem sentido se não houver prazer na vida 

- SABEM ONDE É O BUTÃO?

Os 5 fatores que afetam a felicidade:

Relação familiar
Situação financeira
Trabalho
Comunidade e amigos
Saúde

SÓ QUEM SE PREOCUPA EM FAZER A FELICIDADE DOS OUTROS ALCANÇA SUA PRÓPRIA FELICIDADE!!! QUEM OBSTRUE A FELICIDADE DOS OUTROS, ESTARÁ ENTERRANDO A SUA PRÓPRIA FELICIDADE !!!

NOS SÉCULOS 18 E 19 A MOTIVAÇÃO PRINCIPAL DO TRABALHO ERA A SATISFAÇÃO DO DEVER CUMPRIDO O DINHEIRO COMO MOTIVADOR É MAIS RECENTE, APÓS A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. ATUALMENTE O DINHEIRO VOLTA AO SEGUNDO LUGAR

O TRABALHO NÃO MATA. O QUE MATA É A GANÂNCIA, RAIVA E INVEJA .

O ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DE VIDA PERMANECEU IGUAL NOS EUA NOS ÚLTIMOS 50 ANOS NESTE TEMPO A RIQUEZA INDIVIDUAL AUMENTOU QUASE 3 VEZES
 
 
- A SÍNDROME DA COMPARAÇÃO SOCIAL : NOVA DOENÇA. 

O CONSUMISMO AUMENTA A INSATISFAÇÃO.
A COMPARAÇÃO ENTRE O PODER AQUISITIVO DAS PESSOAS É QUE PRODUZ A SENSAÇÃO DE INFELICIDADE .
FATOR INVEJA

- HÁ DUAS MANEIRAS DE SER RICO:

POSSUIR MUITO OU CONTENTAR-SE COM POUCO

- A FELICIDADE É OBTIDA E DISTRIBUIDA IRREGULARMENTE ENTRE AS PESSOAS O SEGREDO ESTÁ EM ACEITAR A DOSE QUE NOS FOI CONCEDIDA

O SUCESSO DA EMPRESA NÃO SE MEDE SÓ PELO BALANÇO, MAS PRICIPALMENTE PELO ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DE PATRÕES E EMPREGADOS.

- FELICIDADE FAZ BEM PARA O PATRÃO E PARA O EMPREGADO PORQUE PESSOAS FELIZES SÃO MAIS CRIATIVAS E MAIS PRODUTIVAS

- O GRANDE RISCO :
HABITUAR-SE COM A FELICIDADE BANALIZANDO-A O PIOR CEGO É O QUE NÃO VÊ A PRÓPRIA FELICIDADE

- Os Paradigmas do Século XX:

O século do “Ter”. A perda da longevidade. Os Paradigmas do Século XXI: O século do “Ser”. A recuperação da longevidade.

É POSSÍVEL PROGRAMAR A FELICIDADE? SIM, MINIMIZANDO OS ASPECTOS NEGATIVOS DA VIDA. FOCANDO APENAS O LADO POSITIVO E TER CORAGEM DE LUTAR PARA SER FELIZ
 
A busca da felicidade é o único compromisso do ser humano com a vida.

Fonte:  http://www.slideboom.com/presentations/52075/Ser-feliz-e-viver–palestra-de-Fernando-Lucchese

Gostou?  Seus comentários são bemvindos

Norma

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Audiência Pública – Tragédia em Niterói

Recebi esta notícia por e-mail e  reproduzo,  pois  considero a  participação popular de suma relevância.

 










 

 

“A cidade de Niterói foi a mais afetada pelas chuvas.  Os números impressionam: foram cerca de 30 pontos de desabamento, mais de 7000 desabrigados e 146 mortes já contabilizadas. Esses desabamentos que assolaram Niterói e levaram a cidade a decretar estado de calamidade atingiu principalmente as favelas e bairros pobres.
 
Nesse momento, portanto, é fundamental a solidariedade aos desalojados através do recolhendo de mantimentos como colchonetes, cobertores, alimentos não perecíveis, roupas de cama, produtos de limpeza e outros itens..
 
No entanto, apenas a solidariedade não basta. É preciso que o Poder Público garanta medidas imediatas para abrigar as famílias desabrigadas e impedir que desastres como este voltem a acontecer. Por isso, as Comissões de Defesa dos Direitos Humanos da ALERJ e da Câmara Municipal, presididas respectivamente pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e pelo vereador Renatinho (PSOL), em conjunto com sindicatos, associações de moradores além de outras entidades que compõem o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, convocam para AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A TRAGÉDIA DE NITERÓI.
 
Na Audiência Pública, os moradores das comunidades atingidas, entidades da sociedade civil e especialistas poderão debater as causas e algumas soluções para o problema. Somente com a solidariedade e a participação de toda a população os governantes darão a merecida assistência aos desabrigados e, principalmente, tomarão as providências para evitar novas vitimas do descaso e omissão.”
 
Fonte: blog do vereador Renatinho do PSOL.(segunda-feira, 19 de abril de 2010)
 
Norma
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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Prevenção

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Prevenção, pensando em família

A vida humana é um tecido sem emendas, feito de fios biológicos, psicológicos, sociais e culturais, não existem problemas biológicos sem implicações psicossociais, e não existem problemas psicossociais sem implicações biológicas, psicológico, individual, familiar e comunitário” ( DANIEL 1994, p.1-2).

A forma como cada família cuida de seus membros e como cada membro cuida de si é singular e tem a ver com os relacionamentos interpessoais e intergeracionais de seus membros.  Isto significa que crenças, mitos, valores influenciam a forma de se lidar com a saúde e a doença e determinam ações que  constituem o estilo de vida. Ex de crenças: lavar cabeça depois das refeições; não tomar leite com abacate, etc.

Estilo de vida é um conceito amplo que inclui a pessoa como um todo. “É agregado de decisões individuais que afetam a vida do indivíduo”.( Lalonde ,1974 p.32)  É”um aglomerado de padrões comportamentais, intimamente relacionados, que dependem das condições económicas e sociais, da educação, da idade e de muitos outros fatores” (WHO,1988, p.114).

Os aspectos do estilo de vida se combinam para influenciar a saúde individual em todas as áreas: Física, Mental, Espiritual e Social. O estilo de vida interfere no corpo e na mente. Ele pode ajudar ou não o indivíduo a se proteger de doenças e a impedir ou não que as doenças crônicas piorem.

Saúde e doença não são estados ou condições estáveis, mas sim conceitos vitais, sujeitos a constante avaliação e mudança. A Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1946, define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. A doença não é uma coisa em si própria, sem relação com a personalidade, a constituição física ou o modo de vida do paciente .

Portanto, partindo de uma concepção ampla do processo saúde-doença e de seus determinantes podemos observar que as doenças podem ser encaradas como sinais das dificuldades pessoais de lidar com os diversos obstáculos que a vida nos apresenta. Assim, a doença, momento de parada obrigatória, pode também possibilitar: o repensar sobre os aspectos psicosociais que podem ter provocado uma baixa imunológica permitindo que a doença surgisse, bem como o redescobrir  recursos pessoais (familiares) que podem ser  reutilizados para ajudar na melhora.  E aqui estou me referindo aos padrões de comportamento que se tornam tão automáticos que por vezes não nos damos conta que precisam ser alterados. Ex: Sair pela manhã sem se alimentar pode ter dado certo até certo momento em outro pode estar ocasionando mal-estar.

Alguns autores afirmam que os procedimentos para a promoção da saúde incluem: um bom padrão de nutrição, ajustado às várias fases do desenvolvimento humano; o atendimento das necessidades para o desenvolvimento ótimo da personalidade, incluindo o aconselhamento e educação adequados dos pais, em atividades individuais ou de grupos; educação sexual e aconselhamento pré-nupcial; moradia adequada; recreação e condições agradáveis no lar e no trabalho. Trata-se, portanto, de um enfoque da promoção da saúde centrado no indivíduo, com uma projeção para a família. Assim sendo, família tem papel primordial na vida saudável dos seus membros, pois a família constrói saúde e cada um  de nós, como representantes de uma família,  pode ser elemento de mudança e multiplicador de uma cultura de prevenção através do exemplo, informação e diálogo.

 

Referências bibliográficas:

Lalond, M. (1974). A new perspective on the health of Canadians. Ottawa; Minister of National Health and Welfare.

MCDANIEL,Susan & Cols. Terapia Familiar Médica, um enfoque Biopsicossocial  às Famílias com Problemas de Saúde., Tradução Dayse Batista,  Porto Alegre: Ed Artes médicas, 1994.

Who (1988). Priority research for health for all. Copenhagen: World Health Organization

 

Norma

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Expectativas

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Você já pensou  que  você espera uma coisa e vem outra?    Já pensou que não existe apenas a sua percepção?  Já pensou na valorização maximizada de si mesmo?

Normalmente, esperamos reciprocidade, justiça, compreensão, afeto e muito mais e, assim, colecionamos frustrações e decepções. Podemos evitá-las?

Meu convite, hoje, é  reflitirmos sobre  estes questionamentos através  da fábula abaixo que  recebi  e considerei propícia ao tema. 

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Fonte:   http://www.slideshare.net/olympia/fbula-do-pinheiro-3100407

 

Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria  “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.

Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”.

Só isso!

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias,  esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.

Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não criei mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

Pense nisso!

 Paulo Roberto Gaefke

Participe, comente.

BOA SEMANA.

Norma

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“A verdade dividida”

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 Alessandro Tocafundo

 

A PORTA da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
E era preciso optar. Cada um optou
confere seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Carlos Drummond de Andrade 

 

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Dependência emocional

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Imagem Google

O desejo de ser cuidado  inconscientemente por alguém pode acarretar várias formas de dependência psíquica.  Ser dependente é se considerar incapaz   de cuidar de si mesmo.

“O dia só tem significado quando pelo menos ouço a sua voz “. “Não consigo sair de casa sem que ele me acompanhe”.  “Não há distração se não a tenho a meu lado.” Minha vida acabou desde  sua viagem”. Esses relatos constituem algumas da expressões de pessoas dependentes emocionalmente.

Essa condição resulta da necessidade  constante da  presença, da atenção, da validação e do afeto do outro.  A sensação de segurança ou equilíbrio para suportar  tensões e dificuldades é encontrada a partir da outra pessoa.  Desta forma,  alimenta-se a intenção de renunciar a si próprio; transfere-se o encargo de bem-estar mental, físico e emocional para o outro e acaba-se tornando totalmente irresponsável.

Normalmente, a relação que se estabelece evolui para uma relação doentia.  Essa necessidade  pode ser comparada a dependência na drogadição.

Assim sendo, são considerados indícios:

- Necessidade afetiva excessiva pelo outro, pela presença, atenção, carinho,    cuidado, aprovação, suporte, proteção, etc.
- Ciúme ao extremo; relação exclusiva e parasitária reduzindo as relações sociais ou tornando-as  desinteressantes;
-  Possessividade;
- Considerar  as outras pessoas como ameaças ao relacionamento com a pessoa em questão.
- Adoção de manipulação:  “Eu não sei o que faria sem você.”
- Falta de espontaneidade na troca de afectos – “Só dou se receber em troca”.
- Não fazer  planos a curto, médio e longo prazo sem envolver a outra pessoa.

Para ajudar a refletir:

O  Urso Faminto

Uma lenda indígena americana conta que, certa vez, em plena época de escassez “ um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu Corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu Imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. (Fonte)

Norma

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