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No desenrolar do tempo, a imagem perfeita sofre mudanças. De quilo em quilo o conflito com a imagem do espelho. Dietas mis começam a ser percorridas. Remédios milagrosos administrados.  E entre idas e vindas a gordura incomoda e a arrasta. Muita dor! Perde-se através do espelho.

Na história humana, as influências sócio culturais permeiam o conceito de beleza. O filósofo grego Platão dizia que o belo residia no tamanho apropriado das partes, que se ajustavam de forma harmoniosa no todo, criando assim o equilíbrio, ideal personificado na rainha egípcia Helena. No século XVIII, nasce a disciplina filosófica denominada de estética e que se ocupa do belo e da arte Na segunda metade do século XIX, as explicações sobre a natureza da beleza tomaram outro rumo. Charles Darwin a definiu como um fator biológico necessário à reprodução dos animais e garantia de filhos saudáveis. Atualmente, a aparência física é ressaltada não apenas no terreno do amor e do sexo, mas em todos os relacionamentos pessoais.

 As mudanças de época trazem diferenças e, hoje, a massificação pela mídia distorce valores. Presenciamos o império da vaidade. Busca-se a excelência das formas. O corpo é massacrado pela indústria e pelo comércio.  A auto estima fica à mercê do outro. Como conseqüência o indivíduo distancia-se de si mesmo, do amor próprio.

O cuidado pessoal é fator relevante para uma vida com qualidade, mas esse precisa ter como referencial a auto-estima, o amor-próprio.  O conhecimento do verdadeiro valor, do seu próprio potencial, o autoconhecimento levam à adequada valorização das características pessoais, trazendo ao espelho o reflexo de harmonia pessoal que “(…) dá a satisfação em enxergar a beleza sobremaneira transcendente e digna de exaltação”. Junior A.

Norma Emiliano

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