Archive for dezembro, 2009

Feliz 2010

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O ano novo rompe com o explodir, no ar, dos fogos de artifícios. Muitas cores e brilhos. O adeus ao ano velho se simboliza. No entanto, é no cotidiano que os desejos de progresso, desenvolvimento e paz podem, passo a passo, serem materializados.

Assim, aproveitemos o ritual de despedida, renovemos nossos sonhos e esperanças. Mas sabendo que só serão materializados em forma de ações pautadas em responsabilidade pessoal, determinação, tolerância, honestidade e solidariedade. Façamos da energia positiva, que emana de todos na passagem do ano, um compromisso de humanidade com a VIDA.

FELIZ 2010


Caiovaladoore
28 de dezembro de 2007

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Rituais

 

Os deuses estavam em toda parte e imiscuíam-se em todas as atividades da vida diária. O fogo que preparava os alimentos dos fiéis e os aquecia, a água que saciava sua sede e lhes proporcionava asseio, até o ar que respiravam e o dia que os iluminava eram objeto de suas homenagens.” (Jung).

O findar e o começar de um novo ano para muitos significa renovar as esperanças da realização de projetos, para outros significa tristeza, solidão e desesperanças e para outros essa demarcação não é substancialmente significativa. A razão dessas diferentes percepções relaciona – se às experiências pessoais.  Vivemos dentro do tempo e num contexto sócio cultural que produzem conseqüências subjetivas.
 
A partir do nosso nascimento nos inserimos num universo de rituais. Assim, o retornar a memória de tempos relatados ou vividos mostra- me que na trajetória da minha família os rituais de passagem tiveram grande significação no encontro das gerações. Com a morte de meus ancestrais e o transcorrer do tempo surgiram novas práticas, porém os ritos permanecem em seu caráter simbólico. No entender de Van Gennep. (1989, p. 157) “para os grupos, assim como para os indivíduos, viver é continuamente desagregar- se e reconstituir-se, mudar de estado e de forma, morrer e renascer” (Van Gennep, p. 157).
Os dias e noites mesmo que aparentemente iguais trazem em si o renascimento e a morte.  A vida precisa dos ciclos e das alternâncias. No dia-a-dia, esses ciclos se expressam em nossas ações. Realizamos cotidianamente vários ritos, os de despedida dos membros familiares, quando saem para suas atividades, e até mesmo os de cuidados pessoais. Contudo, esses acabam perdendo seu sentido “sagrado”, transformando- se em atos mecânicos.

Os ritos de passagem marcam momentos importantes e organizam convencionalmente certos aspectos da vida social, favorecendo certa segurança através do sentimento de coesão.

Na virada do ano, as pessoas recorrem a pequenos rituais, que variam conforme as culturas, mas todos  têm a finalidade de renovar as esperanças de tempos melhores.

No Brasil, a queima dos fogos dá boas vindas ao novo ano; algumas pessoas banham-se no mar ou nos rios para acolher os novos tempos, outras brindam com champagne.
Na contagem regressiva os astros podem nos proporcionar muitos bons prognósticos. Podemos, também, fazer nossa lista de intenções, porém não basta a esperança renovada sem uma atitude proativa, pois como nos assinala Augusto Cury “não adianta sonhar e não lutar para tornar os sonhos realidade, porque sem luta não há vitória”.

Os rituais representam o elo entre o inconsciente e o consciente que aponta um caminho e, assim, uma possibilidade de recriação.

Referência bibliográfica
Arnold VAN GENNEP, Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 1978.

Norma Emiliano

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Expressão da vida

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Claudia Olivos, pintora chilena

 

“Deus criou o homem e enquanto este encontrava-se em sono profundo teria tomado uma costela e criado Eva”. Gênesis 2:18, 20-24

 

Ao perguntar-lhe em que posso ajudá-la posso perceber seu constrangimento. Olhos baixos, braços abandonados ao longo do tronco. Seu rosto pálido é emoldurado pela cabeleira vasta e escura.  Levanta lentamente os olhos e fala, quase em sussurro, que esta muito mal. Soube há poucos dias que está com uma doença crônica e sente a sua vida desmoronando.

No cotidiano profissional encontro o objeto de trabalho no ser humano. No cotidiano relacional de cada indivíduo, os personagens constroem histórias que expressam a vida humana.  De pessoa à pessoa uma questão, várias emoções e vários cenários. De peça em peça monto o quebra-cabeça que desvela a humanidade.

A evolução humana se deu com a tentativa do Homem compreender e manipular o mundo à sua volta. A cada problema colocado pela natureza, ele respondeu com inteligência e criatividade. Isto o possibilitou de desenvolver a tecnologia e a ciência.

O homem é um ser eminentemente social. É um ser histórico e racional.  Faz conexão de idéias, faz ligação dos pensamentos e conclui através destas conexões. Mas, esta racionalidade muitas vezes não lhe traz o melhor. Segundo Freud, “os seres humanos são criaturas boas e gentis, mas que também são maus e agressivos dependendo da vantagem ou do prazer que cada uma dessas duas características lhes confere. São dotados de pulsões, estímulos naturais da psique, que desencadeiam a resposta que dão ao mundo, procurando alívio para as pressões a que estão sujeito em seu cotidiano”.

É o homem quem faz a sua história e utiliza- se da história do passado.  No cotidiano profissional, no contato com o sofrimento, angústias, conflitos, insatisfações, etc. percorre-se a linha da vida de cada pessoa. Neste traçado, fatos significativos trançam a trama que por muitas vezes paralisam o desenrolar natural das histórias do indivíduo. O ser pensante perde-se em suas emoções quando estas o remetem ao passado.  Passado, presente e futuro se entrelaçam na construção da sua história que se define com o que cada um faz em função dos seus sentimentos. No embate das duas forças, emoção e razão, o indivíduo traça seu caminho.

Ampliar a visão sobre o indivíduo e suas questões nos remete as suas interações primárias, a forma como ele lida consigo e com os outros além dos seus familiares. No entrelaço das relações contextualizamos a questão, penetramos no universo pessoal e encontramos recursos que possam favorecer reconstrução da história.

A vida apresentada através da palavra, a vida percebida nas interações familiares, traz a riqueza contida na evolução da espécie, traz a imperfeição humana e a necessidade de um olhar que privilegie a interdependência de todos os elementos que a compõem. Um processo terapêutico que enfatize a saúde ao invés de reforçar a doença.

Em cada indivíduo uma história, em cada indivíduo a humanidade, em cada indivíduo as conquistas e fracassos, as alegrias e dores, enfim todas as etapas da vida que seguem em sua evolução.

Norma Emiliano

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Sonho de Natal

Manhã de Natal! Três beijos e um sonho. Faz dezesseis anos que você partiu em sua viagem sem volta. Neste dia o sol se pôs, a lua e as estrelas cintilaram no céu, mas em meu ser uma nuvem espessa transbordou em lágrimas. Não mais uma menina indefesa que nem sequer podia imaginar perdê-la, mas uma jovem mulher, mãe de suas netas.

A certeza da perda eterna na manhã seguinte aportou em meu ser que teimava em não querer acordar para a vida sem você (mãe). Entretanto, no suceder dos dias, anos, a sua lembrança querida foi pouco a pouco se transformando numa doce saudade. Em muitos momentos, sua voz, expressões vêm à minha mente. Momentos em que a dor das feridas cotidianas me dilaceram, sua presença em minha mente me faz recordar suas angústias e alegrias e reconheço o quanto tudo é fugaz.

São muitas as lembranças sobre a vida compartilhada. O caminho trilhado conta uma história. Nesta história sinto-me tão próxima e tão distante de você (mãe), viva ou morta, esses momentos se revezam. Quando viva, em minha pequenez de menina, enrolava-me em seu colo quando o medo me acometia. Que medo? Não sei. Era sempre você o meu porto seguro. Na adolescência, ah! Quanta distância! Entre amigos, festas e passeios sua presença era a censura. Todavia, na vida adulta, reencontro-me e vejo em você não meu porto seguro, mas a certeza do aconchego e do pertencimento. Sim, pertencer; fazer parte, sentir-me amada e valorizada.

Hoje, sinto bem- estar em ser a pessoa que sou. Você, mãe, acompanhou muitos dos meus passos, deu-me asas para voar e poder pousar em minhas escolhas. Escolhas nas quais tive que ser responsável pelas conseqüências, tivessem sido elas positivas ou negativas.

Você partiu e deixou comigo o amor que atravessa os tempos, o amor à vida, à humanidade. Em minha história, mãe, você esteve e estará sempre presente e nesta manhã de Natal recebi mais um inesquecível presente, seus três beijos em meu sonho e o sentimento renovado do pertencimento.

Norma Emiliano

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Boas Festas

A você leitor e a sua família meus votos de FELIZ NATAL

Jaquelineech

3 de novembro de 2009

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Compartilhando – “Um amor para recordar”

Considero que a música tem muita  influência sobre o ser humano. Ela   cria estado de ânimo e propicia  idéias.

O filósofo Aristóteles já observava que  “pelo ritmo e pela melodia nasce uma grande variedade de sentimentos e que a música pode ajudar na formação do caráter”.

Assim sendo, a  idéia de  postar este video, que  nomeia  o  filme  “Um amor para recordar”, é  inserir  mais  uma   forma de comunicação.

Portanto,   desfrute  com tranquilidade dessa beleza sonora que vai diretamente ao coração.

A Walk to Remeber

spiano18
9 de março de 2009

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Cuide bem da natureza

natureza

Fotografia Carlos Andrade

Fonte: http://br.olhares.com/inglezoid

Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza.
A chuva fina chegava de mansinho.
O encanto e aroma matinal traziam um ar de reflexão.
Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro.
Era o homem construindo e destruindo a sua casa.
Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado.
Dias mais quentes aquecem o “planeta água”.
Tenha um instante com a paz e a harmonia.
Reflita e preserve para uma consciência coletiva.
Ainda há tempo, cuide bem da natureza.

Gleidson melo

http://www.pensador.info/autor/Gleidson_Melo/


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Perigo à vista

Tendências são construídas. Não são obra do acaso. Elas são fundamentadas em fatos do presente. Fatos são gerados por países, empresas, pessoas – através de ações de estadistas, executivos, cientistas, empreendedores.”  Oscar Motomura (1990)

A natureza é perfeita. Todos os seus elementos funcionam de maneira sincronizada. Isto não é novidade, mas esta plenitude não vem tendo a devida atenção do ser humano.

O homem, ao longo dos séculos, tem evoluído em seu saber científico e tecnológico proporcionando poderosos benefícios à humanidade.  Entretanto, a tecnologia penetra na vida das pessoas de modo tão veloz, que não lhes permite medir seu impacto em seus relacionamentos. Por outro lado, constata- se que ela vem trazendo situações alarmantes ao ecossistema, como por exemplo o desequilíbrio no aquecimento da terra, tendo em vista  grandes emissões de poluentes para a atmosfera.

A tendência de “se correr atrás do ter em detrimento do ser” tem sido predominante e o sentido da vida mensurado pelo prazer de ter. O homem, apesar de ser pensante, deixa – se conduzir. Momentos de lazer, de privacidade são interrompidos pelas chamadas telefônicas dos celulares em nome “dos grandes negócios.”

Vivemos um paradoxo. Hoje, há um grande descuido. Não há por parte do homem o cuidado de si mesmo, da vida das crianças, da vida dos idosos, dos ecossistemas, da saúde coletiva. A aldeia global, a interatividade, a proximidade dos povos, a informação intensa e veloz em vez de trazerem a plenitude ocasionam o vazio pessoal e o aumento das desigualdades sociais.

Nesse caminhar do usufruto do prazer de ter e da prática do descuido, deparamo-nos com os sentimentos de depressão, angústia e solidão que levam os indivíduos a recorrem às terapias por não conseguirem se relacionar ou por sentirem insatisfação constante. Mas, se pensarmos na teia da vida, na teia relacional, o mistério se desfaz. Por quê? Porque boas interações só ocorrem na medida em que se tem prazer de se estar consigo mesmo. Sentimento de satisfação ocorre se soubermos realmente o que desejamos. Porém, como ter prazer de estar com alguém que não conhecemos, como sentir satisfação com alguém que vive fora de si, que não é intimo de si mesmo e que só sente a “felicidade” no ato de ter?  Além disto, há pessoas que crêem que os outros são a sua própria extensão, que pensam, vêem e sentem como elas próprias. Constantemente, frustram- se e sentem- se desrespeitadas, pois não percebem as diferenças pessoais.

O indivíduo atribui significados ao seu ambiente social e esses agem como guia de conduta. O homem está em constante transformação, construindo-se a si mesmo. As relações sociais, da infância até a velhice, desempenham um papel essencial nessa construção. Assim, na medida em que cada um dos indivíduos tomar para si a responsabilidade pelo bem-estar, desenvolver o interesse pelo conhecimento pessoal, tiver mudanças de atitudes em relação ao próximo e em relação a si mesmo, bem como desenvolver uma “ética do gênero humano” poderemos ter um melhor prognóstico “de que sairemos do caos e começaremos, talvez, a  civilizar a terra.”  Edgar Morin.

Norma Emiliano

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