Archive for outubro, 2009

Dependência química, o que fazer?

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É comum a preocupação dos pais com a influência do álcool e das drogas sobre o desenvolvimento dos seus filhos. O uso das drogas é uma realidade dura e difícil de ser confrontada. Mas elas estão cada dia mais acessíveis e disponíveis às crianças e adolescentes. Contudo, a disponibilidade não é a maior questão, mas sim o desejo.

Por que  os jovens usam  drogas? Grande  parte  da atração vem naturalmente  das questões  relativas à identidade pessoal, ao social e à amizade. Há a vontade  de  pertencer ao  grupo, de ser  aceito, de fazer  programas  sociais. A aceitação num grupo dá a sensação inicial de intimidade. Por outro lado, sob o efeito das drogas eles se sentem mais espontâneos. Apesar de ser uma forma real de intimidade, os seus meios são artificiais. Entretanto, essa idéia é difícil de ser  compreendida pela  maioria  deles. Além  disso, eles ficam  menos autoconscientes  favorecendo que algumas dificuldades pessoais, familiares e  desafios do  crescimento sejam encobertos. Muitos deles  afirmam  que a droga os ajuda  a  lidar  com  a raiva, o  tédio, a  ansiedade e  as  pressões. O inicio da puberdade e de suas correspondentes mudanças físicas e cognitivas provocam grande instabilidade. Além disso, soma-se a esses fatores a necessidade de distanciarem-se dos pais. Na busca da autonomia pessoal, confrontam-se com os valores paternos.

Em meio a esse contexto, nem todo jovem que faz uso de drogas  e  álcool se torna dependente, mas  esse  uso acaba aumentando os riscos pessoais, como por exemplo, os acidentes automobilísticos. De acordo com alguns estudiosos do assunto, o uso moderado não é bom, mas não é necessariamente um sinal de crise psicológica profunda. Contudo, há pesquisas que mostram que o uso menos casual de drogas e álcool pode estar disfarçando graves problemas.

Quais são os indícios do uso de drogas? Alguns comportamentos são sintomáticos: os olhos avermelhados, dificuldade de lembrar fatos recentes, sonolência, mudanças de atitudes, como irritabilidade, fadiga, deteriorização dos relacionamentos com amigos e familiares.

O papel exercido pelo ambiente e meio familiar é muito significativo, principalmente para os jovens. Assim sendo, é importante começar a refletir sobre os exemplos paternos. È importante uma definição deles próprios em relação ao álcool e drogas de forma coerente. De outra forma, são também medidas preventivas: uma família com laços afetivos profundos; conversar abertamente e sem preconceitos; dar informações sobre os perigos; saber ouvir; reconhecer a realidade do mundo adolescente; conhecer os amigos; estabelecer regras precisas, como por exemplo, horários de retorno, não usar carro quando beber, informar aonde vai, etc. e manter os corretivos, caso as regras sejam quebradas.

Apesar  de muitos  fatores contribuírem para o  desenvolvimento  da dependência química, a  organização  familiar mantém uma posição de relevância em seu desenvolvimento e prognóstico. Neste sentido, quando a situação sai do controle da família, faz-se necessário ajuda profissional.

Norma

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O que é Terapia de Família?

familia

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No Brasil, ainda há um número significativo de pessoas  que desconhecem esta opção  terapêutica, apesar de já existir desde  os anos  50 nos  Estados Unidos.  Contudo,  tem havido,   nos últimos tempos, um  aumento considerável de divulgações sobre a Terapia de Família, principalmente em função dos problemas atuais que a família vem enfrentando (drogas, separações, violências, etc).  Assim sendo, como  profissional   da área  cabe, neste  espaço  que  enfatizo a família, trazer esclarecimentos.

A terapia de família é uma forma de compreender e tratar dos problemas humanos; é  um  método  de tratamento, do indivíduo, das relações familiares, do grupo familiar como um todo e do vínculo entre seus membros. É uma procura de novas  alternativas colocando  em evidência a  competência da própria família, ativando a  participação dos membros na resolução dos seus problemas.

O que ocorre num indivíduo que  vive numa família não  decorre apenas de suas condições internas, mas também das interações com  o contexto mais amplo no qual está inserido. Ele  recebe o impacto desse ambiente  e  atua sobre ele, influenciando-o. Nesse sentido, o terreno da patologia, como assinala Minuchin(1982), é a família.

O processo terapêutico ocorre num trabalho conjunto (cliente e terapeuta). Tem como foco o processo de autonomia, que  engloba  o  pertencer/separar-se,  o   desenvolvimento  da  consciência  do  padrão  de  funcionamento, de   suas dificuldades, das escolhas e responsabilidade; a mudança das pautas disfuncionais, favorecendo uma variedade maior de estratégias de funcionamento.

Tem como modalidade os atendimentos: Individual; Casal e a Família

Podemos dizer que seus principais benefícios são:

- Enfatizar a importância de se entender o comportamento das pessoas no contexto;
-Possibilitar maior clareza das relações intrafamiliares, favorecendo o auto conhecimento e respeito pelo o outro.
- Possibilitar a percepção de que a maioria das situações é determinada por padrões;
- Permitir aos membros familiares e/ou indivíduos perceberem e entenderem as situações com maior clareza.
- Possibilitar  aperfeiçoar a comunicação e as relações interpessoais;
- Aumentar a capacidade de tomada de decisões;
- Estimular a responsabilidade pessoal.
- Favorecer uma mudança construtiva desenvolvendo uma nova perspectiva e, consequentemente, novas atitudes e melhor  quanlidade  de  vida tendo em   vista que a saúde  engloba também os aspectos sociais,  dentre os quais as relações familiares.

Caso você queira maiores esclarecimento entre em contato.

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Terapia do amor

 

Preservar afetividade e proximidade e, ao mesmo tempo, manter autonomia de escolha.


O indivíduo se constitui através de suas interações primárias.  Partindo  desta premissa, observa-se  que  alguns se paralisam e não encontram soluções para seus problemas. O pensamento de que as soluções são sempre externas faz com que a pessoa coloque no outro e/ou no contexto o motivo de seus problemas. Desta forma, buscam as respostas nos livros de auto-ajuda, religião, etc.

O contato que o ser faz consigo mesmo e com seu amor próprio são fundamentais na trajetória de vida. Reconhecer-se como humano; alcançar e aceitar as limitações possibilitam- no a ser tolerante consigo mesmo e com o outro.

A convivência humana, apesar da sua complexidade, é uma das mais ricas fontes de aprendizado. No isolamento, o referencial unilateral e próprio não favorece confronto das diferenças pessoais. É comum que a  convivência entre iguais (familiares) reforce os valores, a visão de si mesmo e do mundo. Não é simples ampliar visões.

Na atualidade, aumentaram as chances das pessoas entrarem em contato com a diversidade. Contudo, no que diz respeito à percepção do outro, parece  que a gama  de   informações, disponível  através dos  diversos   meios  de comunicação, não tem tanto sucesso. Diferenças de opiniões levam a atritos e a mágoas. A negociação, terminologia tão usual, não consegue alcançar no cotidiano privado o lastro do mundo empresarial.

O ser humano é complexo. Em meio ao passado e ao presente busca seu caminho para felicidade.  A  construção  do conhecimento, através dos tempos, nos mostra os obstáculos e conquistas humanas.  Todavia,  o mundo  moderno trouxe um alto grau de complexidade para a vida das pessoas. As mudanças científicas e tecnológicas trouxeramuma urgência, uma velocidade de tempo, uma indefinição do espaço que têm dificultado ao indivíduo conciliar o racional e o emocional, a vida pública e a privada.

Dentro deste contexto, cada vez mais, o indivíduo sente-se desconectado dos seus sentimentos, sente dificuldade nas escolhas e na convivência que acaba sendo assombrada pela insegurança e desconfiança.  Hoje, o autoconhecimento transforma-se numa ferramenta indispensável para o alcance da qualidade de vida e saúde mental.

“As pessoas fracionam a vida quando rejeitam a si mesmas, negam a  própria história, quando  valorizam  o  modelo social, seja estético, seja comportamental, sem questiona-lo” (Pedro Monteiro). Assim sendo, cabe repensar a história de vida, sair do automático, fazer o balanço dos ganhos e perdas por atitudes repetitivas e permissíveis, respeitar as diferenças, alimentar as relações, enfim, organizar- se, tentando estar atento a si mesmo e a tudo o que faz.

Norma

Desejo de amar

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O amor, há muito cantado em prosa e versos, tem despertado muitas emoções e atitudes ao longo da história da humanidade. É uma palavra universal,  porém é um conceito cultural e subjetivo.

Amar e ser amado poderiam ser simples, entretanto, envolve toda a complexidade do ser humano que é a responsável por tantos desencontros amorosos. É constante a queixa de parceiros que não se sentem amados por mais que o outro procure manifestar o seu amor. Ele não é reconhecido. Lamentável é ouvir alguém dizer que não consegue amar.

Será que você já se perguntou: como me sinto amado e como expresso o meu amor? Estes dados são fundamentais para se crescer no amor.

Cada um de nós aprende amar e dar amor através do processo de aprendizagem que ocorre nas nossas primeiras interações. Assim, trazemos um modelo de amor.  De acordo com Luhman, 1990, “o amor é um código de comportamento, um modelo de conduta que temos diante dos olhos quando aprendemos a amar”.

O amor adulto exige um árduo trabalho; é necessário que as demandas de satisfação individual sejam reconhecidas por cada um de nós e sintonizadas pelos parceiros. Assim, conhecer-se e conhecer ao outro, dar e receber são elementos fundamentais para amar e se sentir amado.  Cabe também ressaltar que na medida em que deixamos de ser meros receptores, tornamo-nos mais livres da dependência do outro.

Desta forma, na relação cada um precisa aprender a ver o outro como ele é, buscando filtrar valores, crenças, medos, expectativas. É um investimento a dois; disposição de se deixar conhecer e aceitação recíproca. Como escreveu Clint Weyand “Meu amor deve estar disposto a permitir que você cresça em direções que eu não percorri. Se não te dou esta liberdade, meu amor é apenas um método disfarçado de controlar você”.

E você já se perguntou: Eu sei amar?

Norma

Gentileza

ser gentil

 Hoje, veio a minha mente a palavra gentileza. Acho que  isto se  deve  a  algumas  situações em que  pude constatar que esta forma de lidar com   as   pessoas   está   se  escasseando.   Portanto,  começo  o  dia repassando  10 dicas para os meus leitores, através de Rosana Braga, Escritora,  Jornalista  e   Consultora  em  Relacionamentos,   que  escreveu  o livro  “O poder da gentileza”,  para facilitar essa prática.

1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir.
2. Aprenda  a  escutar. Ouvir  é  muito  importante  para  solucionar qualquer desavença ou problema.
3. Pratique  a  arte  da paciência. Evite  julgamentos  e  ações precipitadas.
4. Peça desculpas.  Isso  pode  prevenir  a  violência  e  salvar relacionamentos.
5. Pense positivo. Procure  valorizar  o  que a situação e o outro têm de  bom  e  perceba  que  este  hábito pode promover verdadeiros milagres.
6. Respeite  as  pessoas quando elas pensarem  e  agirem  de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos.

7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida
8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.
9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras
10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais
íntima e confiável.

Acrescento ainda, o sorriso, o cumprimento, o agradecimento fazem diferença. Não perca a oportunidade de ser  gentil
Vamos cultivar a gentileza, principalmente em nossa família, pois a gentileza torna o nosso dia mais ameno e o nosso sistema imunológico tende a melhorar na medida em que há uma relação direta entre a saúde e o bem-estar.

Norma

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A cada novo dia

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Neste amanhecer, ao pensar nos relacionamentos, na razão da minha existência e no objeto da minha prática profissional, atentei-me para as dores e alegrias da vida e me detive na razão de cada novo dia.

Manhã chuvosa, céu refletido nas águas profundas do mar que se mostram escuras; tudo ao redor parece transmitir uma profunda tristeza. No entanto os sons dos pássaros, as cores das flores anunciam que há muito mais na essência da vida.

Quando a dor abate a alma humana, semelhante à imagem do dia chuvoso, parece que nada mais existe a não ser a escuridão. A tristeza e desesperança corroem o ser.

Em seus olhos não há brilho, em seus lábios não há sorriso. Seu coração bate sem a sua escuta, seu sangue corre nas veias, mas é como se a vida se fosse. Inerte, nada vê, nada escuta; nada tem sentido.

Quantas vezes, a vida, com suas surpresas e/ou sua própria natureza provoca o confronto do ser humano com a finitude e a imprecisão. O sucesso, a juventude, a paixão, felicidade, o cargo, etc., tudo é passagem. A construção do caminho a ser percorrido não é uma reta previsível com sinalizações claras e transparentes. A teia que se forma enreda e seduz. Aquilo que hoje é porto seguro em poucos segundos se esvai. São tantas as variáveis pela vida que de tempo em tempo é preciso rever os caminhos.

Os dias são páginas no livro da vida. As páginas desse livro podem conter um continuum de seres, lugares e fatos que se interligam, mas que, em dado segundo, precisem recomeçar nova história. Cada um e todos têm em sua trajetória existencial singular história. História feita de comédias e tragédias, de poemas e contos repletos de cores, sons, cheiros e gestos e sem receituários.

A cada dia há manhã, tarde e noite, e no dia seguinte o ciclo ser reinicia com a ilusão de repetição. Nada se repete, porém a memória retém lembranças de tempos idos e mantém, muitas vezes, o ser aprisionado ao passado. Presente e o passado se fundem e podem reinventar a história com novos matizes.

O despertar na aurora iluminada pelo sol e coberta de flores, numa plena harmonia, reveste o dia de novas cores, anuncia a alma esperanças e confirma magia à existência. O som dos pássaros, as cores das flores, o brilhar da lua e das estrelas anunciam que há muito mais a cada dia.

Norma Emiliano

Completando nossa reflexão trago um fundo musical que nos ajuda a sonhar sempre com UM NOVO DIA

La Vie en Rose

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Compartilhando palavras: Delicadeza é tudo, numa relação a dois…

Rubens Alves

Tênis e Frescobol
por Rubem Alves

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“Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os relacionamentos são de dois tipos: há os do tipo ‘tênis’ e há os do tipo ‘frescobol’. Os relacionamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico: para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de ‘conversar.’ Scherazade sabia disso. Sabia que os relacionamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente.

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo…’.Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada.’

É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma’.

O tênis é um jogo feroz.. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.

Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada – palavra muito sugestiva – que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é jogar pra sempre… E, o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado.

Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos… A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração”.

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